Polo caldense celebra 40º aniversário do Cenfim, a nível nacional, com exposição “Retrato da Industrialização e Indústria Contemporânea em Portugal” no CCC
O Cenfim – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica está a comemorar 40 anos e o polo caldense assinalou a data com a realização de um concurso de fotografia “Retrato da Industrialização e Indústria Contemporânea em Portugal”.
Dividido em três categorias: Processos Industriais, tecnologias e equipamentos; Desempenho Profissional Individual; e fotografias antigas (as duas primeiras a concurso), reuniu mais de 500 imagens, das quais cerca de 200 encontram-se em exposição no CCC até 2 de janeiro.
A entrega de prémios do concurso e inauguração da respetiva exposição decorreu no passado dia 4 de dezembro, numa cerimónia que comemorou a indústria e o seu desenvolvimento de forma atrativa. No foyer do CCC é possível apreciar, além das 125 fotografias a concurso, 60 fotografias antigas, cedidas pela Câmara, Biblioteca Municipal e Gazeta das Caldas, e 28 dos 14 núcleos do Cenfim. Muitas delas encontram-se expostas em estruturas, cedidas pelo Teatro da Rainha e que foram construídas por este centro de formação.
De acordo com Vítor Lapa, diretor do núcleo do Cenfim das Caldas da Rainha, o objetivo é que a mostra seja itinerante. A partir de 15 de janeiro estará exposta na Central Elétrica de Peniche, podendo depois percorrer os restantes locais onde o Cenfim está implantado.
O responsável explicou que o objetivo que norteou esta iniciativa foi a promoção da indústria e dos profissionais que a ela estão ligados, para que haja uma “valorização social, não só dos empresários, como das empresas e de todas as pessoas que lá trabalham. Acho que de outra forma nunca vamos conseguir recrutar os trabalhadores de que a indústria precisa”, salientou, reconhecendo que a indústria tem de “ser atrativa, para que as pessoas olhem para ela como uma oportunidade e que sintam valor”.
O presidente da Câmara, Vitor Marques, realçou que este concelho tem uma “oferta [de formação profissional] muito diversificada e de muita qualidade” e que consegue atrair formandos de vários concelhos para as suas escolas. “Este é um trabalho que o Cenfim tem feito há anos, tiveram a capacidade, a ousadia e a felicidade, de conseguir investimentos para fazer as instalações que têm hoje, diferenciadoras, com equipamentos de ponta, que faz com que os seus formandos saiam com todas as condições para desenvolver as suas tarefas, depois, no mercado do trabalho”, resumiu.
Vítor Marques salientou ainda que atualmente há uma maior valorização destas áreas profissionais e que os formandos vão para os cursos “por vontade própria e para obter uma capacitação que lhes permitirá ter, depois, uma atividade profissional da excelência”.
Nas Caldas desde 1990
Os primeiros núcleos do Cenfim surgiram em Lisboa e na Marinha Grande, em 1985. Nas Caldas, o núcleo foi criado em 1990, funcionando em salas no centro comercial da Rua das Montras. A necessidade de expansão levou-o para uns pavilhões na Encosta do Sol, onde a formação incidia sobretudo na serralharia mecânica e desenho de construção mecânica, até que, depois da autarquia requalificar as antigas instalações da Matel, em 2002, ali se fixou.
“Hoje as nossas instalações são diferentes, mais equipadas, têm uma maior diversidade de áreas de formação, foram crescendo, muito impulsionado nos últimos dois anos pelo investimento feito pelo PRR”, explicou Vítor Lapa, elencando as diversas áreas em que fazem formação. Entre eles destacou a parte da eletricidade, pois este núcleo foi o primeiro a obter, em 2021, a certificação da Direção-Geral de Energia e da ANACOM, para poderem atribuir a dupla certificação. A área de intervenção do núcleo também foi crescendo e, atualmente, além das Caldas da Rainha, abrange os concelhos de Óbidos, Bombarral, Cadaval, Alcobaça e Rio Maior. “Este ano de 2025 tem sido particularmente bom para o Cenfim das Caldas da Rainha, temos mais ações de formação realizadas do que aquilo que estava planeado, temos mais formandos, temos mais horas de formação e temos mais volume de formação”, resumiu Vítor Lapa, destacando o trabalho da equipa para o crescimento e consolidação deste núcleo.









