
Centros Tecnológicos Especializados (CTE) Industrial e de Informática, inaugurados a 30 de janeiro, permitem formação com equipamento “topo de gama” a mais de 200 alunos do ensino profissional
Um carro híbrido, estacionado no exterior das oficinas, que permite aos alunos estudar os seus componentes, foi o primeiro equipamento a ser visitado, na tarde de sexta-feira, 30 de janeiro, no âmbito da inauguração dos CTE do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro. Ainda no âmbito do CTE Industrial, foi adquirido outro veículo, elétrico, baterias, simuladores desses equipamentos, a par de robôs “topo de gama” com controladores e uma célula de automação que permite aos alunos simularem uma linha de produção numa indústria. “Quando forem para o mercado [os alunos] estão preparados para trabalhar tanto com o equipamento mais antigo como o mais recente”, explicou o coordenador do CTE Industrial, Henrique Fidalgo, que abrange cerca de 120 alunos dos cursos técnicos de Eletrónica e Automação e de Mecatrónica Automóvel.
O CTE de Informática compreende computadores, servidores, uma máquina de fusão de fibra ótica, impressoras e scanners 3D, câmaras 360, máquinas fotográficas, equipamento de streaming, entre outro, que é utilizado por 155 alunos que frequentam os cursos de Programação, Informática – Sistemas e de Audiovisuais.
Miguel Carradas, coordenador do CTE de Informática, salienta que ainda há equipamento guardado pois estão à espera de construir um estúdio imersivo. Há também necessidade de fazer outras obras no edifício, quer de preparação de salas de arrumos quer de alterações de quadros elétricos por exemplo, de modo a adaptá-lo para este aumento significativo de equipamentos.
O responsável acredita que esta valorização técnica e de equipamentos irá potenciar a procura por estes cursos profissionais e falou da importância de trabalharem em rede para criar um “cluster de ensino forte nestas áreas”.
Aliada a esta modernização dos equipamentos está também a revisão dos currículos e a atualização da oferta formativa, reforço e ligação às empresas,
Na preparação da candidatura, a escola caldense reuniu com o Instituto Politécnico de Leiria e com empresas da área para perceber o que é que o mercado procura e para que haja continuidade nas aprendizagens entre o secundário e o ensino superior.
Modernização da escola pública
Este reforço na capacidade de resposta formativa promovendo competências e a qualificação avançada, “alinhadas com as exigências do mercado de trabalho e com os desafios de um mundo cada vez mais digitalizado”, foi destacado pelo diretor do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, Jorge Pina, na cerimónia de inauguração oficial dos CTE. Um momento relevante que, realçou, representa um “compromisso firme com a modernização da escola pública, a valorização do ensino profissional e a qualificação das gerações futuras”.
Jorge Pina lembrou que projetos desta dimensão (investimento de cerca de 2,7 milhões) nascem do trabalho “exigente, rigoroso, persistente e profundamente colaborativo de equipas que acreditam que é possível fazer a diferença”, deixando um agradecimento à equipa responsável pelas candidaturas e à que executou física e financeiramente os projetos, bem como aos representantes da tutela e autarquia. “Este investimento no nosso agrupamento é um voto de confiança que pretendemos retribuir com resultados, com diplomados de excelência e com uma escola cada vez mais aberta à comunidade”, concretizou.
Para a vereadora Conceição Henriques os projetos dos CTEs foram um “desígnio nacional oportuno e bem-executado”, destacando também a participação do município ao longo do processo. “A importância destas estruturas, desta forma de ensino na nossa economia e na formação dos nossos jovens é indiscutível”, disse, realçando a necessidade de valorização também do conhecimento tecnológico na escola, mas também na comunidade. A autarca desafiou os alunos a “saírem da sua zona de conforto” e passarem a olhar para os desafios reais que lhe são colocados pela sociedade. “A escola é o lugar ideal para plantar as ideias do pensamento coletivo, de solidariedade social, laboral e intergeracional”, defendeu, acrescentando que os estabelecimentos de ensino caldenses “têm tudo o que é preciso e já percorrem este caminho”.
“Os CTEs são apenas mais um tijolo neste edifício fantástico que é a educação no nosso país e no nosso concelho”, concluiu a vereadora com o pelouro da Educação.













