Festa de Natal levou a palco poesia e música do século XVI, criação de conteúdos para o Instagram da rainha D. Leonor e muita dança
Uma D. Leonor ao estilo do século XXI, convertida às redes sociais, onde soma milhares de seguidores, foi este o tema da festa de Natal da ETEO, que decorreu no dia 16, no Pavilhão da Mata.
Cada turma apresentou um número. Os alunos de Animação Sociocultural interpretaram o poema “Já não podeis ser contente”, do Cancioneiro de Alvas, datado do século XVI, acompanhado pelo alaúde. Num outro número, a turma recriou a obra “Nascida das Águas”, de José Ruy, que foi a prenda de Natal de uma avozinha para uma das três netas, com a qual esta ficou muito entusiasmada, pedindo imediatamente para lhe ser contada a história, que ali ganhou vida.
Já os alunos de audiovisuais apresentaram uma D. Leonor criadora de conteúdos para o Instagram, que fez uma entrada em grande e cuja coroa voou pelo pavilhão, transportada por um drone, até chegar à sua destinatária.
Os “Agricultores do Caos”, dupla que participou na final da última edição do Toma Lá Talento, interpretaram a música “Ai se ele cai”, dos Xutos e Pontapés.
O professor de português Carlos Silva declamou um poema da sua autoria sobre “o Natal dos dias de hoje”, ao estilo de Gil Vicente.
A diretora da ETEO, Filomena Rodrigues, afirma que a festa de Natal é um momento muito aguardado pela comunidade estudantil e docente, que contribui de forma exemplar para o estreitar de laços. “São memórias que ficam para a vida”, frisa.
A diretora já perdeu a conta às festas de Natal realizadas pela ETEO, que são montadas pelos alunos, docentes e funcionários, aproveitando o know-how dos alunos de audiovisuais para tratar da iluminação e do som.
Todos os cerca de 440 alunos da escola deram vida à festa, que os “ajuda a desenvolver algumas competências que são fundamentais na sua vida profissional”, sublinha a diretora, salientando a importância do “ensino não formal”.
A diretora terminou dizendo que os alunos são encorajados a contactar entidades locais para obter apoios para a realização do espetáculo, o que os aproxima do mundo empresarial, e que, com a ajuda dos professores de português, aprofundaram conhecimentos alusivos à rainha D. Leonor e à literatura, música e costumes da época.
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