
O Governo pretende criar a Universidade de Leiria e do Oeste (com base na transformação do IPL) e a Universidade Técnica do Porto, que “serão estímulo e alavanca a duas das regiões mais afetadas pela catástrofe climática”, refere no programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). O documento, aprovado em Conselho de Ministros e que se encontra em auscultação nacional até 19 de março, apresenta um conjunto de medidas de resposta à catástrofe climática que assolou várias regiões e preparar “Portugal para um futuro mais seguro, resiliente e competitivo”, refere.
O pedido de transformação do IPL, que conta com estabelecimentos de ensino superior localizados em vários concelhos da região, já tinha sido enviada em abril do ano passado ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Na altura, o seu presidente, Carlos Rabadão, fundamentou-a com a “trajetória de mais de quatro décadas dedicadas à excelência académica, à investigação aplicada e ao impacto socioeconómico”. Entende que a transformação do politécnico e universidade “não apenas cumpre a lei, como responde a uma necessidade estratégica nacional: criar uma universidade pública de excelência, que se projeta a partir do território que ocupa para todo o país e alinhada com as prioridades da Europa”. E assegura: o IPLeiria “supera os requisitos legais [definidos no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior] para se constituir como Universidade, posicionando-se como uma instituição de ensino superior plenamente capacitada para assumir este estatuto”.
A designação proposta – Universidade de Leiria e Oeste -, era justificava como um reflexo da abrangência geográfica da instituição, “que se encontra implantada em sete localizações, desde Pombal até Torres Vedras, e incorpora o desígnio de contribuir para a coesão territorial”












