
As noites em que actuaram Richie Campbell e os Amor Electro (na sexta e sábado) foram, sem surpresa, as que levaram mais pessoas até ao recinto. Já os outros dois cabeças de cartaz, Memória de Peixe e José Cid, superaram as expectativas do público presente.
Pelo festival passaram, segundo a organização, 30.000 pessoas, número que ficou aquém das expectativas iniciais da Cabovisão, organizadora do festival, estimadas em 75.000. Contudo, “o balanço é muito positivo e, em princípio, é um evento a repetir” afirmou Simone Silva, do departamento de comunicação e marketing da marca. O mau tempo que se fez sentir na sexta-feira não estragou o divertimento aos festivaleiros, que aguardaram pacientemente cerca de 45 minutos até que a chuva abrandasse, para assistirem ao espectáculo de Richie Campbell.
A segurança, as acessibilidades, o custo do bilhete, o local do festival e os transportes foram os aspectos mais elogiados por parte da audiência. Por outro lado, as condições para o campismo e a irregularidade do piso foram alvo de algumas críticas.
PRIMEIRO DIA
Na quinta-feira, dia 17 de Julho, os Memória de Peixe, os Caim, os Cave Story e os Leaf animaram a noite de abertura. No fim dos concertos, a noite prosseguiu com a música electrónica dos dj’s Phill e Eurico Lisboa e a animação do Mc Fubu.
Apesar do receio generalizado de não haver muita adesão – por ser quinta-feira e por existirem outros festivais nacionais – o recinto esteve bem composto. Para isso muito contribuíram as pulseiras oferecidas.
Sérgio Ferreira, natural da Foz do Arelho e assíduo frequentador de festivais de Verão, num balanço do primeiro dia, afirmava que “para uma primeira edição está bastante bom”.
A sua terra natal é, segundo este fozense, um sítio espectacular para fazer um festival porque esta localização “permite estar em contacto com a natureza, com uma vista fantástica sobre a lagoa e chega a parte da tarde e consegue ver-se um pôr do sol fantástico”.
Já Teresa Pinheiro, uma caldense que, para apoiar as bandas locais, comprou bilhete para todos os dias, descrevia o dia inicial como “uma agradável surpresa”. Sobre a noite, disse que só conhecia Memória de Peixe e que gostou bastante das outras bandas também.
SEGUNDO DIA
O dia 18 de Julho, sexta-feira, contou com as presenças de Richie Campbell, Joan & the White Harts, Horse Head Cutters, Les Crazy Coconuts e Born a Lion. A música electrónica ficou a cargo do dj Christian F e do dj Diogo Menasso.
Este foi o segundo dia mais concorrido, mas ficou marcado por um atraso de cerca de 40 minutos devido à chuva que caía na Foz. O fantasma de um cancelamento ainda pairou sobre o recinto, mas por volta das 00h45 a banda subiu ao palco, agradecendo ao público pela paciência e à organização pelo esforço para que o concerto se realizasse.
Foi um concerto cheio de boas vibrações e, se as pessoas, maioritariamente jovens, abrandaram o passo com a chuva, rapidamente voltaram a ganhá-lo com a boa energia que invadiu o recinto.
O cantor, que nunca tinha actuado na Foz do Arelho, admitiu ter gostado muito do sítio e de “cantar mesmo junto à praia, o que torna o ambiente ainda melhor, embora a chuva não tenha ajudado”.
Inês Branco é da Foz do Arelho e contou que “esta é a terceira vez que vejo Richie Campbell e foi a que eu mais gostei!”
A festivaleira realçou ainda o facto de este evento oferecer actividades que não estejam relacionadas com a música, “hoje [sexta-feira] de manhã fui a uma aula de body combat e foi bastante divertido”, exclamou.
TERCEIRO DIA
No Sábado, dia 19 subiram ao palco os Amor Electro, os Stone Dead, os Slide Walkers, os Cupcake e os Black Leather. No fim dos concertos, o dj Pedro Diaz, o dj Nuno Remix e o dj Maddox animaram a noite.
O concerto dos Amor Electro foi o ponto alto do festival. Marisa Liz, vocalista da banda, mesmo grávida de oito meses – como se podia ver nitidamente durante a sua actuação – mostrou mais uma vez o poder da sua voz.
Este foi, claramente, o dia familiar do festival pois o público era o mais heterogéneo em termos de idade, vendo-se pais e filhos a gostar das mesmas canções.
Marisa nunca tinha estado na Foz do Arelho, mas disse ao nosso jornal que gostou muito. A cantora revelou ainda os objectivos da banda quando sobe ao palco: “fazer com que as pessoas se esqueçam dos problemas banais da vida e que desfrutem ao máximo”.
ÚLTIMO DIA
O último dia de festival contou com a presença do já lendário José Cid, dos the Jack Shits, do João Sei Lá e Los Waves. O dj Paulux foi o responsável pela animação noite dentro.
Um dia e um cabeça de cartaz que surpreenderam pela positiva o público que no Domingo se deslocou ao recinto.
Para Carlota Oliveira, o melhor dia do festival foi o último pela actuação de José Cid. A caldense referiu que o cantor a surpreendeu com as piadas ditas durante o concerto, “que nunca são as mesmas”. À Gazeta das Caldas, Carlota Oliveira elogiou ainda a interactividade público-artista e salientou que “apesar de o público incluir faixas etárias muito abrangentes, todos sabiam as letras e o ambiente estava muito bom”.
MAIS DO QUE UM FESTIVAL DE MÚSICA
O Cabovisão Oeste Fest congregou ainda várias actividades desportivas, contando com o apoio do Gloria’s Gym, que assegurou a grande maioria, sendo que o ginásio Centro de Alto Rendimento também contribuiu.
As actividades passaram por uma caminhada, organizada em parceria com a associação Olha-te, um passeio de BTT organizado em conjunto com o BTT Caldas da Rainha e canoagem em parceria com a Ribaventura. Mas houve ainda lugar para a corrida, o baptismo de surf, aulas de body combat, cycling, jogos populares, step, stretening, pilates, kizomba e zumba.
Beatriz Raposo
mbraposo@gazetadascaldas.pt
Isaque Vicente
ivicente@gazetadascaldas.pt





