
“Por esse motivo foi recomendada a suspensão da actividade de preparação de citotóxicos por se ter verificado que a preparação dos mesmos não cumpria os requisitos físicos, técnicos e documentais aconselhados”, disse o Conselho de Administração do CHO num mail enviado à Gazeta das Caldas.
Em causa estava a forma como os citotóxicos eram preparados nos serviços farmacêuticos do hospital caldense, uma vez que se tratam de produtos perigosos para os quais são exigidas condições de operação muito específicas. O relatório do Infarmed detectou três inconformidades graves que impedem a continuidade da preparação destes medicamentos no hospital, o que obrigou à suspensão do funcionamento do hospital de dia nesta valência.
Os doentes que estavam a ser tratados com citotóxicos passaram a ser encaminhados para Torres Vedras, sendo o transporte assegurado pelo próprio CHO.
A administração do Centro Hospitalar não esclareceu sobre o tipo de intervenções que deverão realizar no hospital caldense por forma a resolver o problema das não conformidades, mas tendo em conta que o Infarmed punha em causa os requisitos físicos existentes, não é de excluir que tenham de se realizar obras.
Até lá os responsáveis estão a tentar que os citotóxicos preparados em Torres Vedras possam ser aplicados no hospital das Caldas, obviando o problema da deslocação dos doentes.
No último ano o Infarmed realizou inspecções idênticas nos hospitais de Évora e Beja que resultaram na suspensão, durante um mês, destes tratamentos. A solução encontrada foi a vinda dos medicamentos de outros hospitais. C.C.





