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Petição pública apela à manutenção do mercado na Praça da República

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Está a circular, na internet, uma petição pública intitulada “Não vamos matar o mercado da Praça da Fruta de Caldas da Rainha”, onde os signatários vêm pedir que o mercado não deixe de se realizar na Praça da República. Solicitam também à Câmara que “não desvie os seus recursos mantendo o mercado da Praça da Fruta longe do seu lugar original [actualmente a decorrer na Expoeste] para além do tempo estritamente necessária por motivos de saúde pública”.

No documento, que conta actualmente com 137 assinaturas, é pedido que a autarquia invista na praça da fruta para resolver o que consideram ser os seus quatro principais problemas: a falta de condições durante o Inverno, as poucas sombras durante o Verão, a logística envolvida no montar e desmontar da praça e a questão sanitária. “Sugerimos que para isso seja criado um estudo das necessidades de comerciantes, residentes e vendedores da praça seguido de um concurso de ideias que envolva equipas mistas de designers e arquitectos para projectar uma praça da fruta que viva mais um século servindo toda a comunidade, mas sem nunca perder a sua identidade histórica”, dizem os signatários.

A petição pública lembra que este mercado é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade das Caldas da Rainha, não só pela história secular que guarda, mas “por ser vivo, dinâmico e que se renova todos os dias”. Destacam ainda que os mercados de rua estão intimamente ligados à energia, história e identidade do espaço onde estão inseridos, uma praça da fruta confinada em um armazém fora desse local, nunca será a praça da fruta.

O documento lembra ainda que existem muitos exemplos de como a destruição da história, dos pólos comerciais e o negligenciar de ofertas âncora nos centros das cidades acabaram por destruir o tráfego e a vida dessas mesmas cidades, que se tornaram “desertos, sem identidade as lojas fecharam, as esplanadas desapareceram, os edifícios degradaram-se, a criminalidade e vandalismo aumentou, o turismo desinteressou-se, as praças e ruas vazias morreram…”

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Edição #5625

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