O Festival Impulso, que se realizou na passada semana no Centro da Juventude, trouxe às Caldas perto de 2000 pessoas. A iniciativa foi muito elogiada pelas bandas e pelo público, mas a meteorologia foi uma adversidade que obrigou a organização a reinventar-se.
Paus, Filho da Mãe, Memória de Peixe, Celeste Mariposa, Pás de Próblème, Nerve, Mike El Nite, Octapush e Cave Story foram alguns dos nomes que passaram pelo Festival Impulso, um evento que foi isso mesmo: um autêntico impulso na cidade.

Mas este foi um festival que contou com muitas adversidades para chegar a bom porto. A chuva e o vento obrigaram a mudar tudo. A tenda no exterior, no jardim entre muros do Centro da Juventude, não aguentou e isso levou a que o palco na rua fosse desmontado depois do primeiro dia. O palco no exterior seria o espaço ideal para a organização, mas o novo formato – com dois palcos no interior do Centro da Juventude – “resultou bem pois tivemos uma afluência grande”, disse Tiago Sábio, um dos programadores do festival, à Gazeta das Caldas.
Assim, nos dois últimos dias não havia palco na rua. No terceiro e último dia, nova contrariedade: faltou a luz naquela parte da cidade e o festival ficou sem energia entre as 19h00 e as 20h30, o que levou a atrasos no programa e a que não houvesse bancas de street food. “Mesmo assim conseguimos aguentar e chegar ao fim com saldo positivo”, salientou Tiago Sábio.
Os baixos preços, o ecletismo e qualidade do cartaz, com alguns artistas já com nome a nível nacional, os preços do bar e as condições do espaço (apesar do calor nos momentos em que a sala interior estava cheia) foram alvo de muitos elogios por parte do público.
Mas também os artistas elogiaram este Impulso. Muitos referiram o quão bom era tocar para artistas (porque a plateia era composta na grande maioria por estudantes de artes) e no final transmitiram à organização que gostariam de regressar às Caldas e a um novo Impulso.
O cartaz do festival, que celebrava o 15º aniversário do curso de Som e Imagem da ESAD, foi preparado com a ajuda de alunos da escola caldense, o que permitiu ir de encontro aos gostos da juventude, mas também de outros agentes caldenses ligados à música, como produtores, cantores, músicos, DJ’s e público em geral.
O festival custou 25 mil euros e, apesar de as contas ainda não estarem fechadas, a organização estima que as receitas cobrem os gastos. A Câmara apoiou a iniciativa com 6000 euros e alimentação e estadia dos artistas, o Centro da Juventude cedeu o espaço e a equipa, e as juntas de freguesia da cidade cederam uma carrinha cada uma. “É para repetir, com muitas coisas a melhorar”, disse o programador, deixando no ar a possibilidade de no próximo ano o festival passar para o fim do semestre (primeira quinzena de Julho) para fugir às adversidades climatéricas.
A terminar Tiago Sábio elogiou a equipa composta por perto de 40 pessoas (metade alunos e metade profissionais) que tornou possível este evento.







