Quarta-feira, 14 _ Janeiro _ 2026, 17:46
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Quarto de hora de terror na primeira derrota em dois meses

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Campo do Sacavenense, Sacavém
Árbitro: João Bento, AF Santarém
Assistentes: Samuel Dionísio e Diogo Pereira

SACAVENENSE        4
Hugo Cardoso; João Job, Yaka, Diogo Duque e André Pires; Carlos Saavedra e Xavier Fernandes; Luís Mota (Joel Neves 75’), Nuno Borges e Tiago Santos (Robinho 64’); Iaquinta (Pedro Augusto 90’)
Suplentes: Ruben, Nelson Torres, André Duarte, Gonçalo
Treinador: Bruno Dias

CALDAS            2
Luís Paulo [3]; Cascão [2], Juvenal [2], Militão (C) [2] e Clemente [3]; Paulo Inácio [2] e Vítor Tarzan [2] (Cruz [2] 62’); Farinha [2] (Januário [1] 80’), João Tarzan [3] e Felipe Ryan [2]; Pedro Emanuel [2] (Araújo [2] 62’)
Suplentes: Natalino, Paixão, Marcelo, Bé
Treinador: José Vala
Ao intervalo: 3-1
Marcadores: Tiago Santos (4’), Diogo Duque (10’), Iaquinta (15’), Farinha (19’), João Tarzan (68 gp), Joel Neves (87’)
Disciplina: amarelo a Carlos Saavedra (42’)

Terminou de forma brusca a série positiva do Caldas, dois meses e meio sem perder, com três vitórias e um empate no campeonato e as duas passagens na Taça de Portugal pelo meio. Foi um quarto de hora de descalabro que fez temer o pior em Sacavém, mas o pelicano conseguiu, mesmo assim, sair de cabeça erguida.
Antes de ir aos factos é preciso recuar um pouco no tempo, para enquadrar este quarto de hora infernal. A primeira baixa foi Juvenal, a 30 de Dezembro contra a Académica. Em Coruche o Caldas perdeu Simões, por lesão, e também o central Rony, expulso nessa partida e castigado em dois jogos. Uma semana depois também Rui Almeida recebia ordem de expulsão, o que afastava dois dos centrais da partida de Sacavém. Se até aqui cada jogador escolhido para ocupar as vagas respondeu com nota máxima, o conjunto de alterações forçadas acabaram por ter um impacto demasiado forte num sector tão delicado como o defensivo.
O Caldas também começou o jogo a olhar para a frente, com um bloco subido que só ajudou a expor a falta de rotinas do sector recuado, quer na extrema defesa, quer nas transições ofensivas e defensivas no terço mais recuado. E o Sacavenense foi exímio a aproveitar essas carências, muito mais rápido na reação à recuperação de bola do que o Caldas na reação à perda.
O resultado foram três golos no quarto de hora inicial, nas três ocasiões que conseguiu criar. Luís Paulo adiou as três com belas intervenções, mas acabou sempre batido à segunda.
Ao terceiro golo temeu-se o pior, porque aquela entrada podia ter feito desmoronar por completo o grupo alvinegro e, a manter-se o ritmo, podia sair dali uma goleada difícil de digerir. No entanto, quatro minutos depois uma boa saída em ataque permitiu a Farinha reduzir.
Aos poucos o Caldas foi reconstruindo a solidez possível. Novamente com muito apoio fora das quatro linhas, mesmo que os processos de jogo não fossem os melhores que já se viram, o Caldas foi acreditando e conseguiu reduzir num bom lance de Clemente que terminou com João Tarzan ensanduichado por dois defesas na área e a marcar de penálti.
Faltava apenas um golo para evitar a derrota, o Caldas apostou tudo, inclusivamente uma defesa a três, mas acabou por abrir espaço para o contra-ataque do Sacavenense sentenciar a partida. [showhide]

MELHOR DO CALDAS

Gazeta das Caldas
Diogo Clemente

Clemente    3
Foi uma das vítimas da desordem defensiva no início da partida, mas foi também dos jogadores que mais batalharam para inverter a situação, com muitas subidas pelo seu flanco e até pelo corredor central.

 

 

Gazeta das Caldas
Ruben Araujo

Araújo, jogador do Caldas
Não era o nosso dia
O início de jogo foi muito complicado, eles foram três vezes à nossa baliza e fizeram três golos, entrámos apáticos e estes erros pagam-se caros. Tentámos reagir, conseguimos, mas o 4-2 ‘matou-nos’. Trabalhámos arriscámos, demos tudo, mas não era o nosso dia. Senti-me bem, foi o meu segundo jogo, deu o meu máximo, mas o que interessa é o colectivo e por isso não correu bem.

José Vala, treinador do Caldas
Pouco agressivos
Entrámos pouco agressivos, com muitos erros defensivos. Andámos o jogo todo atrás e com a intensidade que os jogadores do Sacavenense conseguem pôr na frente foi um justo vencedor. Não vai abalar em nada, vamos analisar os erros, mas também jogámos muito limitados, mas temos uma série de jogadores a voltar já na próxima semana.

Bruno Dias, treinador do Sacavenense
Sem contestação
Entrámos muito fortes, aos 15 minutos tínhamos três golos e podíamos ter acabado com o jogo na primeira parte de forma ainda mais clara. O Caldas marcou no único lance que teve e, por toda a envolvência que está à volta da equipa, com mérito pelo percurso que está a realizar na Taça, os adeptos transportaram a equipa de volta para o jogo. Na segunda parte soubemos controlar e é uma vitória sem contestação.  [/showhide]

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Edição #5625

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