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ACCCRO estima que 70 a 80% do comércio já reabriu

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Cenários diferentes nas Caldas e em Óbidos: enquanto a cidade termal, que vive do comércio e serviços, começa a ver os estabelecimentos reabrir, na vila medieval, que se sustenta principalmente no turismo, prevê-se que até meados de Junho não exista procura que justifique a reabertura de portas das lojas, hotéis e restaurantes

 

“Já se começa a notar a reabertura, ainda que condicionada, do comércio na cidade, com movimento, o que é importante para a economia”, disse Luís Gomes, presidente da Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste (ACCCRO), à Gazeta das Caldas, estimando que entre 70 e 80% dos estabelecimentos comerciais já estejam reabertos à data da publicação deste jornal.
A ACCCRO conta actualmente com cerca de 600 associados cujos sectores se dividem em três pilares com dimensões semelhantes: cerca de um terço dedica-se à hotelaria e restauração, outro terço ao comércio e uma última parte a outros serviços (que abarca, por exemplo, cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, lojas de peças, contabilistas, entre outros).
O primeiro terço terá, segundo Luís Gomes, cerca de metade das empresas a trabalhar, mas com condicionantes (por exemplo, através de take-away). “Vai ser o que vai sentir o maior impacto”, realçou. O segundo terço está “quase a 100%” e no terceiro, “muitos não fecharam e com a reabertura dos cabeleireiros e barbeiros creio que ronde os 80%”, estimou.
Ainda assim, para o comércio da cidade estar na totalidade reaberto é preciso, na opinião de Luís Gomes, que a Praça da Fruta regresse ao seu local. “Aplaudo a passagem da Praça da Fruta para a Expoeste enquanto medida excepcional, mas tem de voltar para o seu sítio, porque é o coração do centro comercial ao ar livre que é as Caldas”.
O dirigente alertou que haverá espaços comerciais que não terão a capacidade para reabrir e que haverá pessoas no desemprego, devido à falta de recursos das empresas.
“Os fundos do Estado que deveriam ter sido disponibilizados no dia 28 de Abril ainda não foram pagos e esse é um problema muito grave, que desmotiva os empresários. Urge uma resposta para estimular a economia”.
Devido à situação de pandemia, a associação comercial adiantou um projecto que tinha e está actualmente a focar as suas energias na criação de um portal do comércio on-line com o máximo de associados possível. “Queremos lançar o mais rapidamente possível”, revelou o dirigente, esclarecendo que procuram candidatar-se a fundos comunitários. O objectivo não é acabar com as lojas físicas, é “para complementar e aumentar a visibilidade do produto”.
No caso do seu negócio, uma imobiliária que tinha duas lojas nas Caldas, concentrou os serviços apenas num espaço. “Uma das lojas não era minha e como este sector é dos que vai sentir mais o impacto, pensei em conter as despesas”, explicou. E, como “vale mais um recurso humano do que uma loja”, reorganizou o seu negócio, mantendo os três postos de trabalho.

ÓBIDOS “REABRE” EM JUNHO

Cenário diferente vive-se em Óbidos. A vila medieval, cujo comércio se sustenta maioritariamente à custa do turismo, sente por estes dias os efeitos da falta de procura. “Óbidos voltou ao que era há uns anos atrás e é uma vila fantasma”, realçou Carlos Martinho, da associação comercial Óbidos.Com, acrescentando que durante o próximo mês e meio “pouco adianta abrir os negócios em Óbidos”, porque não há clientes. E mesmo nessa altura, salienta, a procura será sempre inferior a outros anos, devido ao facto de se cingir apenas ao mercado nacional, quando a vila obidense era visitada diariamente por centenas de estrangeiros. “Não tendo os eventos, espero que a Câmara de Óbidos pense em estratégias de marketing para atrair os portugueses para Óbidos”, disse.
“A hotelaria está toda fechada e os restaurantes também. Algumas lojas já abriram, mas a maioria está fechada”, retratou Carlos Martinho.
Na sua unidade hoteleira, o empresário aproveitou o encerramento para fazer melhorias. “Estamos a criar um novo site, que deverá ser lançado dentro de um mês e meio” e que

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Edição #5626

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