A designer gráfica Nayara Siler vive nas Caldas desde 2005 e é a responsável por uma editora de publicações independentes, livros e objectos de autor. Designa-se Animal Sentimental e trabalha em parceria com outros projectos, nacionais e internacionais
A brasileira Nayara Siler veio para Portugal em 2005, quando ingressou na ESAD. Com a mãe a viver em Torres Vedras, estudar num campus de universidade “com cursos na área das artes foi bastante atractivo, juntamente com o custo de vida baixo e ainda por ser perto do mar”. A jovem formou-se em Design Gráfico em 2010, realizou vários projectos culturais e artísticos na cidade, que acabou por escolher para viver.
Em 2015 nascia a sua editora, designada Animal Sentimental, pois Nayara Siler queria criar conteúdos “com atitude crítica politicamente e com grande preocupação técnica e estética”. A autora faz de tudo um pouco no que diz respeito à edição: revistas, funzines, catálogos, calendários, jornais e a maioria das suas produções têm sido independentes.
A responsável gosta de reinventar e de sobrepor técnicas de impressão que caíram no esquecimento e prefere-as aos meios de produção modernos, que sujeitam o autor/artista a processos pouco dignos, explicou esta autora que se dedica às áreas da edição, impressão e de branding.
Nayara Siler é também é uma das responsáveis do Grémio Caldense, colectivo que organiza concertos e eventos nas Caldas. Entre as várias edições que já criou salienta o audio livro “Ingenuidade Inocência Ignorância” da poeta e performer Raquellima, uma co-edição do Animal Sentimental e BOCA – Palavras que alimentam (http://boca.pt/), feito no ano anterior e que acabou por ser o rastilho da colecção Boca de Incêndio, dedicada à poesia falada. O livro reúne 24 poemas da autora e alguns são acompanhados por música de Yaw Tembe (trompete, electrónica e balafon).
A edição foi lançada no Brasil em Outubro e em Milão e Barcelona na primeira quinzena de Novembro. Em Portugal, a obra foi apresentada em Lisboa na Fundação Gulbenkian, na Bienal de Artes de Coimbra e em espaços culturais do Porto e de Almada. Nas Caldas foi apresentado na Igreja do Espírito Santo e em parceria com o curso de Programação e Produção Cultural.
“É muito satisfatório quando clientes ou parceiros pedem a minha opinião desde os conteúdos, passando por estética, posicionamento, e até a fase de escolher papel e pensar na técnica de impressão mais adequada para cada situação”, disse a designer, que prefere as vertentes editorial e de print design.
A brasileira também gosta de dar formação e é frequente coordenar workshops sobre tipografia tradicional ou de risogravura. Fá-lo em eventos culturais por todo o país.
Em 2015 nascia a sua editora, designada Animal Sentimental, pois Nayara Siler queria criar conteúdos “com atitude crítica politicamente e com grande preocupação técnica e estética”. A autora faz de tudo um pouco no que diz respeito à edição: revistas, funzines, catálogos, calendários, jornais e a maioria das suas produções têm sido independentes.
A responsável gosta de reinventar e de sobrepor técnicas de impressão que caíram no esquecimento e prefere-as aos meios de produção modernos, que sujeitam o autor/artista a processos pouco dignos, explicou esta autora que se dedica às áreas da edição, impressão e de branding.
Nayara Siler é também é uma das responsáveis do Grémio Caldense, colectivo que organiza concertos e eventos nas Caldas. Entre as várias edições que já criou salienta o audio livro “Ingenuidade Inocência Ignorância” da poeta e performer Raquellima, uma co-edição do Animal Sentimental e BOCA – Palavras que alimentam (http://boca.pt/), feito no ano anterior e que acabou por ser o rastilho da colecção Boca de Incêndio, dedicada à poesia falada. O livro reúne 24 poemas da autora e alguns são acompanhados por música de Yaw Tembe (trompete, electrónica e balafon).
A edição foi lançada no Brasil em Outubro e em Milão e Barcelona na primeira quinzena de Novembro. Em Portugal, a obra foi apresentada em Lisboa na Fundação Gulbenkian, na Bienal de Artes de Coimbra e em espaços culturais do Porto e de Almada. Nas Caldas foi apresentado na Igreja do Espírito Santo e em parceria com o curso de Programação e Produção Cultural.
“É muito satisfatório quando clientes ou parceiros pedem a minha opinião desde os conteúdos, passando por estética, posicionamento, e até a fase de escolher papel e pensar na técnica de impressão mais adequada para cada situação”, disse a designer, que prefere as vertentes editorial e de print design.
A brasileira também gosta de dar formação e é frequente coordenar workshops sobre tipografia tradicional ou de risogravura. Fá-lo em eventos culturais por todo o país.
Universidades europeias no Verão
A designer valoriza também a oportunidade de trabalhar fora das Caldas para expandir os seus horizontes. Trabalha como freelancer desde de 2015 no International Summer University at Fulda University of Applied Sciences e no IWU (Internacional Winter University at Fulda University of Applied Sciences) em Hessen, na Alemanha. Passa o mês de Agosto por terras germânicas, onde trabalha com profissionais da escola e com alunos dos quatro cantos do mundo que estudam naquela universidade. Além da oportunidade de viajar, permite-lhe conhecer melhor a cultura alemã, sobretudo o design daquele país e que Nayara tanto aprecia. Esta autora, que já trabalhou em exposições, instalações teatrais e que gosta de misturar técnicas, aprecia o facto de trabalhar em projectos que passam do ecrã do computador para o papel e ter controlo e acompanhar todo este processo.
Nayara Siler diz que se sente em casa nas Caldas, onde já teve a oportunidade de trabalhar em diferentes sectores da área cultural. A designer que considera que a oferta cultural para o tamanho da cidade “é significativa, e com qualidade”.
A artista considera que a ESAD “é uma ilha dentro da cidade, que os artistas que decidem se fixar aqui não são sempre valorizados”. “Não dá para levantar a ‘bandeira’ de cidade das artes sem certos apoios e estruturas para os artistas”, defende Nayara Siler, para quem a vida nocturna deixa muito a desejar. Ainda assim, trabalha com a ESAD, a Molda, a Livra
Nayara Siler diz que se sente em casa nas Caldas, onde já teve a oportunidade de trabalhar em diferentes sectores da área cultural. A designer que considera que a oferta cultural para o tamanho da cidade “é significativa, e com qualidade”.
A artista considera que a ESAD “é uma ilha dentro da cidade, que os artistas que decidem se fixar aqui não são sempre valorizados”. “Não dá para levantar a ‘bandeira’ de cidade das artes sem certos apoios e estruturas para os artistas”, defende Nayara Siler, para quem a vida nocturna deixa muito a desejar. Ainda assim, trabalha com a ESAD, a Molda, a Livra





