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Bandas filarmónicas obidenses reinventam-se para cativar mais gente

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Momento do concerto no CCC da Sociedade Filarmónica Recreativa Gaeirense

São três as bandas filarmónicas do concelho de Óbidos que têm vários projetos para cativar mais elementos. Todas têm escola de música e também têmvários grupos musicais. Gazeta das Caldas traça o retrato atual das bandas do concelho vizinho e dá a conhecer quais os próximos projetos e atuações

A Sociedade Filarmónica Recreativa Gaeirense, que já abriu as portas da escola de música para este ano letivo, continua a assinalar o seu centenário. As celebrações incluíram um concerto da banda a 31 de janeiro de 2026, no CCC com o cantor Nuno Ribeiro.

No próximo dia 26 de setembro as celebrações contam com a atuação da Banda do Exército nas instalações deste coletivo centenário.

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Atualmente a filarmónica Gaeirense tem 30 elementos, o músico mais velho tem 75 anos e o mais novo, 12. Há alguns mais novos mas estes “serão apresentados na Festa de Natal”, referiu Armando Conceição, o presidente da direção deste grupo que tem como maestro João Jesus.

Os músicos da filarmónica são dos concelhos das Caldas e de Óbidos e também há elementos da Serra d’ el Rei.

Além da banda, o Gaeirense tem uma orquestra juvenil (com 15 elementos) e já teve uma orquestra ligeira que, por agora, está em stand-by.

A Sociedade Filar. Recreativa Gaeirense, que também integra um rancho, tem um álbum gravado. De qualquer modo, Armando Carvalho diz que “é difícil competir com o futebol”. Não tem sido fácil conquistar os jovens para a banda, apesar de alguns depois de desistirem, acabam por voltar.

Na sua opinião, era bom que a escola de música pudesse contar com mais elementos, “para assegurar a futura renovação da banda”. O número ideal seria chegar aos 40 elementos. A escola de música tem aulas de vários instrumentos e de formação musical. A 4 de outubro, a filarmónica Gaeirense receberá um encontro de bandas com grupos de outras localidades. A 11, decorrerá o encontro de orquestras, com mais duas de Alcobaça.

A Banda da Sociedade Musical e Recreativa Obidense possui 50 elementos e a sua escola de música é frequentada por 60 alunos e oito professores.

Na banda, o mais novo tem 10 e o mais velho, 57 anos. Também têm a orquestra juvenil que é composta por 15 elementos, dos oito aos 34 anos.

O nosso objetivo “é fazer melhor cidadãos, através da música”, disse a presidente da direção, Catarina Capinha.

Os professores que ensinam nesta banda são os que ensinam nos conservatórios e academias.

Da Filarmónica Obidense já saíram músicos que seguem profissionalmente para bandas militares. A própria associação está a ser reorganizada e ainda assim estão prontos para fazer um estágio de três dias para os seus músicos até aos 15 anos e que está planeado para o próximo mês de outubro.

Segundo Catarina Capinha querem continuar a apostar nos intercâmbios internacionais pois são experiências “muito enriquecedoras para os músicos”. Estiveram em Itália e Espanha e vão continuar a apostar nestas iniciativas. “Gostávamos ainda de ir aos Açores e também temos projetos com compositores locais”, referiu a responsável acrescentando que tanto têm músicos de Óbidos, das Caldas e alguns de Peniche.
Catarina Capinha refere que também procuram fazer eventos e atividades de lazer ou radicais, para além da música e que servem para “consolidar laços e mostrar que a banda também se dedica a outras áreas”. No entanto é cada vez mais difícil, sobretudo quando os alunos chegam ao ensino superior.

A banda obidense tem dois álbuns gravados e atualmente é dirigida pelo maestro Diogo Apolinário. A 20 de setembro, a filarmónica obidense irá atuar na Festa do Pinhal e já está também a preparar a sua festa de Natal.

A Banda Filarmónica da A-da-Gorda tem cerca de 45 elementos com idades entre os 10 e os 66 anos. A escola de música desta filarmónica possui 26 alunos e também tem um Ensemble Sons da União que é constituído por 16 elementos.

A filarmónica da A-da-Gorda tem 77 anos e inclui alunos de Óbidos, da Amoreira, do Olho Marinho e também das Caldas.

A direção, liderada por Paulo Leandro, salienta a importância de fazer parte de eventos como o Medieval onde participam várias bandas e associações do concelho e que permite equilibrar contas.

O maestro da banda é Pedro Santos e a escola da música -coordenada por Liane Machado e Ana Vieira da Silva – tem oito professores, que são também elementos do grupo.

A banda gostaria de fazer crescer a sua escola de música e tem como projeto abrir novos espaços noutras localidades de Óbidos para “poder contar com novos elementos para a nossa banda”, disse o presidente da direção Paulo Leandro.

Entre vários projetos, a filarmónica já participou num intercâmbio na Grécia com outras filarmónicas europeias.

O grupo também faz intercâmbios com outros grupos locais como a banda de Alvorninha – onde apostam em repertório conjunto – também integraram os festivais Barómetro (Óbidos) e Contrapasso na Ermegeira onde atuaram com os Modo Vilão, grupo de inspiração folk de Torres Vedras, no espetáculo “A Metamorfose da Tradição”.

A banda atua durante todo o ano e continua a inovar, propondo diferentes atuações. Além dos habituais serviços das festas – que podem peditório, acompanhamento da procissão e um pequeno concerto – este grupo tem músicos que são também cantores e que surpreendem nas suas atuações.

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