
Para além dos atletas, a prova terá recebido cerca de 20 mil visitantes durante os três dias, estimando-se que tenha um impacto económico a rondar o milhão de euros. Só isso seria já motivo de destaque, mas sabendo que esta prova é organizada pelo caldense Bruno Rebelo – que em 2010 criou o circuito WAC, considerado uma das 30 maiores organizações desportivas do mundo – torna esta distinção mais óbvia.
Zé Povinho felicita a organização, que soube gerir as incidências. Por outro lado, não podia deixar de congratular os próprios caldenses que, como já é tradição, souberam receber exemplarmente os turistas que elogiaram a simpatia desta gente. Mas, é claro, na origem disto tudo está o trabalho empenhado do caldense Bruno Rebelo que merece aqui o devido elogio.

Acontece que estas terminaram (já com dois meses de atraso) e desde então a APA parece ter entrado em hibernação no que diz respeito a este assunto. Há dúvidas sobre a eficácia do trabalho executado, há dúvidas sobre a toxicidade dos dragados depositados e há dúvidas sobre quando e como decorrerá a segunda fase das dragagens, as quais são imprescindíveis para dar sequência às que agora terminaram.
Mas a APA, no alto da sua arrogância, nada diz. Contactada várias vezes, ignora as perguntas, chuta para canto, esquece os deveres de transparência a que, enquanto organismo público, financiado pelos impostos dos portugueses, está obrigada.
Zé Povinho recorda ao Dr. Nuno Lacasta este excerto da missão da APA: “propor, desenvolver e acompanhar a gestão integrada e participada das políticas de ambiente e de desenvolvimento sustentável (…) em colaboração com entidades públicas e privadas que concorram para o mesmo fim, tendo em vista um elevado nível de proteção e de valorização do ambiente e a prestação de serviços de elevada qualidade aos cidadãos”.
Está claro que, neste domínio, o Dr. Nuno Lacasta está claramente a falhar a sua missão.







