A proposta do jovem finalista da ETEO, Hugo Ferreira, de criação de um parque temático de energias renováveis em plena cidade deixou Zé Povinho agradado, curioso e, sobretudo, muito expectante com a sua concretização. Isto porque o agora técnico Instalador de Sistemas Térmicos de Energias Renováveis pretende que o espaço seja totalmente auto-sustentável, através da produção de energias limpas. Comprovar que através da água, do sol e do vento, é possível alimentar e gerir o parque temático será uma lição para que todos possam perceber a importância de se apostar nas energias limpas e de se ficar menos dependente da sua produção através dos combustíveis fósseis. Destaque também para a sua preocupação em tornar o parque num centro interpretativo, destinado sobretudo às escolas. Está tudo ali, como diz o jovem, que se propõe até a reaproveitar a lenha a retirar das árvores existentes para transformar também em “energia” calorífica, tudo isto com recurso à tecnologia que existe no sector e que, garante, é cada vez mais abrangente e democratizada ao nível da oferta de equipamentos.
Zé Povinho estende o seu regozijo aos docentes da ETEO, que acompanham os jovens na criação e concretização dos projectos, mas acima de tudo, suscitam o gosto por estas áreas técnicas tão importantes, e até vitais, para o futuro de uma sociedade que se quer cada vez mais sustentável e amiga do ambiente, demonstrando na prática o que é a tão apregoada economia circular. Destaca as palavras do coordenador do curso, Almerindo Almeida, quando chama a atenção para necessidade de se trabalharem mentalidades no sentido de esbater desconfianças, que ainda existem, e optarem por este tipo de energias sem medo…

Rafael Bordalo Pinheiro, o meu criador, no seu tempo não perdoou à Política (“a grande Porca”), à Finança (“o grande Cão”), à Economia (“a Galinha Choca”), ao Progresso Nacional (“o grande Caranguejo”), à Retórica Parlamentar (“o grande Papagaio”), ou à Burocracia (“a grande Rata”) e à Reacção (“a grande Toupeira”), entre muitas outras figuras, que sublimemente caracterizou da sua época.
Quase 100% certo que se hoje fosse vivo o grande Rafael não deixaria escapar nas suas publicações bem como na fábrica caldense, as figuras que têm enxameado a banca portuguesa, que, nos últimos anos, têm delapidado muitos milhares de milhões de euros.Esta semana soube-se de mais uma intrincada manobra financeira, em que o Banco Bom, abandonado o Banco Mau, emprestou a desconhecidos estacionados em paraíso fiscal nas Ilhas de Caimão, dinheiro para receber com grande desconto o património imobiliário, que este detinha e que quis desfazer-se para angariar fundos.
Para o Zé Povinho mais ingénuo, a história pode-se resumir ao Banco Bom transferir património a bom preço para alguém “invisível” (pelo menos para o erário público e fisco nacional) emprestando-lhe para isso também o dinheiro, a fim de que ele venda isso tudo mais tarde, provavelmente com gordos lucros. Zé Povinho só não sabe se se trata de um grande Cão, ou de uma Galinha Choca, com a ajuda da grande Toupeira, para não esquecer a grande Rata e os seus animalescos colegas, que nos fazem o ninho na orelha.
Mas não pode perdoar ao Banco Bom, também conhecido por Novo, cujos dirigentes ainda há alguns meses diziam aos jornalistas paroquianos, em sessão piedosa em Óbidos, que a coisa ia melhorar e afinal pelo que se tem visto, melhora mas à conta do Zé Povinho… Até quando?