
E é, principalmente, a este nível que Zé Povinho quer deixar o seu elogio à organização. A Federação Portuguesa de Badminton pode ter a ganhar com este evento, mas foi altruísta, pensou no benefício que pode trazer à cidade e à região. Rodeou-se de várias entidades para que estes visitantes possam desfrutar de tudo, ou pelo menos de muito do que o Oeste tem para lhes dar, para que esta primeira visita enquanto atletas se possa multiplicar no futuro, enquanto turistas.

Mas se o pedido de desculpas é feito em situação de recurso, depois de terem sido cometidos erros imensos, que haviam sido sinalizados antes, estamos perante uma situação diferente. Ainda por cima quando este pedido de desculpas parece inserido numa operação de marketing para desvalorizar erros graves cometidos, segundo é afirmado por elementos próximos do próprio governo (de que é exemplo o Dr. Marques Mendes no seu comentário da SIC).
Por estas razões Zé Povinho acha indesculpável as situações criadas pela ministra da Justiça, Dra. Paula Teixeira da Cruz, e pelo ministro da Educação, Prof. Nuno Crato, respectivamente em relação ao novo mapa judicial e à utilização da plataforma Citius, e às colocações dos professores.
No primeiro caso, a ministra arrogantemente altera não só a geografia judicial do país, como a própria organização da maioria dos tribunais, concentrado nas capitais de distrito as maiores competências e esvaziando e fechando os restantes tribunais, que perdem equilíbrios de responsabilidade com mais de dois séculos. Atabalhoadamente faz transferir milhões de processos e milhares de milhões de documentos, através de formas medievais (transporte braçal) perante o colapso dos sistemas informáticos. Em consequência deste colapso os agentes da justiça são convidados a regressar muitos anos atrás. Era o mesmo que, por falhas dos transportes em veículos automóveis, se obrigasse toda a gente a circular no país a pé ou de carroça.
Em contrapartida, o especialista em Matemática, ministro Crato, vê o concurso dos professores também colapsar por um erro de palmatória de aritmética, porque são somadas grandezas de origem diferente: valores absolutos com valores relativos. As escolas caldenses também não escaparam a estes erros absurdos, tendo recebido professores de disciplinas que não tinham sido pedidos e estando ainda em falta outros.
Tudo isto daria vontade de rir a Zé Povinho, se não estivessem em causa problemas graves provocados à grande maioria dos portugueses, que de forma directa ou indirecta, vão pagar o “caos” nos tribunais e em algumas escolas.





