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A influência da cidade nos artistas locais

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A segunda sessão contou com a participação de autores que vivem e trabalham nas Caldas

Bandeira Duarte, Nuno Fragata e Sandra Roda falaram sobre a influência da cidade nos seus percursos

O café concerto do CCC, Palco, encheu-se, a 19 de fevereiro, para assistir à segunda tertúlia, promovida pela Associação PH. Com moderação de Isabel Xavier, a conversa centrou-se na ligação que cada autor aos espaços das cidades. Para Manuel Bandeira Duarte, a sua cidade natal, as Caldas não é um cenário pois prefere vê-la como “um arquivo vivo”. É o espaço onde se inspira para criar e realiza muitas ilustrações onde retrata espaços citadinos e rurais do concelho.

A ideia chave da intervenção do designer e artista plástico foi a de que as Caldas “é uma cidade boa a abraçar quem procura empreender”.

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Nuno Fragata, mestre em Artes Plásticas e doutorado em Estudos de Arte é docente do IPL desde 2008 e é também subdiretor da ESAD CR.

Começou a sua atividade em Peniche, na fortaleza, visto ser de uma localidade próxima, Serra d’El Rei.

A vinda para as Caldas permitiu-lhe sair desse espaço confinado por muralhas.

Os trabalhos autorais que concretiza, segundo o próprio, recorrem muito às suas memórias “recriando o que já viveu”.

Sandra Roda, formada em Artes Plásticas pela ESAD.CR e em Cidadania Ambiental e Participação pela UA (Universidade Aberta) é Climate Reality Leader desde 2018. Na sua opinião, as Caldas é “profundamente feminina”, aliás a sua fundadora foi a rainha D. Leonor e a própria água é também um elemento feminino”. Por isso, há na sua opinião uma “guerra dos sexos” de que os falos das Caldas constituem a mais visível reação.

A artista – muito ligada a projetos de sensibilização ambiental – fez uma análise de vários espaços caldenses como o Centro de Artes, que considerou “um pouco morto”; aos polos de ensino como da ESAD e do CENCAL que trazem pessoas de fora para as Caldas, “as educam e em que muitas optam por se radicarem na cidade”. Os Silos “nasceram dessa necessidade de fixação”.

Acrescentou ainda que espaços como o CCC ou a galeria de turismo, “poderiam fazer muito mais”. Até porque, na sua opinião, o que transpira para fora das fronteiras locais são só algumas realizações como Feira dos Frutos e o Caldas Late Night.

No debate que se seguiu, falou-se dos pavilhões do parque, tendo os conferencistas sido unânimes em concordar com o projeto da Visabeira, agora que finalmente está a avançar, sem retirar valor às propostas que possam surgir na área da cultura.

Quanto à ligação entre a cidade e a ESAD.CR, os convidados concordaram que ela se tem vindo a estreitar, sendo hoje muito mais profícua e intensa do que nos primeiros tempos da criação da escola de artes.

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