
Autora de banda desenhada esteve nas Caldas e ensinou perto de 20 participantes a retratar o tempo
No sábado, 31 de janeiro, na Biblioteca Municipal das Caldas, decorreu uma oficina prática de Banda Desenhada, que transformou o palco do auditório da Biblioteca Municipal num atelier de desenho. A iniciativa faz parte do Concurso de BD Jorge Machado Dias, da Biblioteca que tem inscrições abertas e tema livre até 7 de abril.
Após a apresentação da autora e de uma partilha sobre BD e trabalhos de outros autores, 18 participantes exploraram as diferentes formas do tempo – o tempo que passa, o tempo que se repete, o tempo que se sente, através da composição da uma página de Banda Desenhada.
Na coordenação da oficina esteve Ana Margarida Matos que começou a dedicar-se à nona arte em 2019. “Primeiro de forma ocasional, fazendo texto para um lado e imagens para o outro”, disse a convidada, formada em Design Gráfico na António Arroio e, posteriormente, em Pintura, nas Belas Artes de Lisboa.
Do workshop fez parte perceber o que é uma narrativa gráfica ou seja como se pode contar história, combinando elementos visuais e textuais. E depois “é preciso dar tempo aos participantes para fazerem algo, fora do seu dia a dia”, contou Ana Margarida Matos.
Para a artista este tipo de workshops e de concursos poderiam multiplicar-se pois ajudam a pensar mais sobre a BD e as oficinas servem para colocar as ideias em prática.
A convidada é de Almada mas tem muitos amigos nas Caldas e já orientou um atelier de trabalho na ESAD.CR. “Somos um país pequeno e, por isso, mais vale conhecermo-nos uns aos outros”, rematou a autora que em 2019 lançou o seu primeiro zine Passe Social pela Erva Daninha. Tem publicado fanzines independentes desde então e no ano 2021 ganhou o concurso “Toma Lá 500 Paus e Faz Uma BD” promovido pela Associação Chili Com Carne com o projeto Hoje Não. Ana Margarida Matos criou um diário que concretizou durante seis meses, num dos confinamentos relacionados com a Covid 19 em Portugal.
Segundo Carla Silva, da Biblioteca, a ideia subjacente a estes workshops, feitos com o apoio da Associação Tentáculo, está sempre no incentivar os leitores para a Banda Desenhada. E como “ainda não temos um festival proporcionamos a quem queira workshops que decorrem ao longo de todo o ano”, disse.
Segundo a responsável inscreveram-se 20 pessoas para participar nestes workshops mas duas faltaram por causa dos constrangimentos causados pelo mau tempo. Além das Caldas, também vieram aprender BD aprendizes da Lourinhã.












