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Crónicas de Bem Fazer e de Mal Dizer – XXV

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UM PALCO PARA UMA RAINHA

Gazeta das Caldas
Leonor de Lencastre – Fernando Correia – 1932

A sua capa não tem um aspecto muito simpático: mas tal deve-se ao facto de ser um livro já com oitenta e cinco anos. Tem marcas de humidade, que deixaram a sua capa toda pintalgada. O ideal é possuir os livros em impecável estado, tanto no seu miolo como às capas; não sendo tal possível, antes tê-los com mazelas do que não os ter; são todos considerados com igual interesse, e porque não dizê-lo? Com igual carinho.

“Leonor de Lencastre – Tragédia duma grande alma”, da autoria do Dr. Fernando Correia [1893-1966], médico e grande estudioso das Caldas da Rainha, nas suas mais variadas vertentes, publicou este livro em 1932, tendo sido editado pela “Empresa Nacional de Publicidade”, e impresso nas suas oficinas.

Em extratexto é-nos oferecido a Rainha D. Leonor de Lencastre por António de Holanda reprodução do “retrato existente em New York e comunicado pelo sr. Prof. Reinaldo dos Santos”.

Na página seguinte em que o autor dedica o livro à sua mulher, o ex libris do autor, que tem a particularidade de reproduzir o famoso e bem  amado pelicano no ninho, com cinco filhotes. [showhide]

Gazeta das Caldas
Ex-Libris – Dr. Fernando Correia – Reprodução

Um ex-libris é uma vinheta, impressa ou não, que identifica a identidade do possuidor, geralmente colada no verso da pasta da encadernação.

No final do livro, outro extra texto dá-nos a conhecer a sepultura da Rainha D. Leonor “a um canto do claustro do Convento de Madre de Deus, vendo-se à esquerda a porta da Igreja que ela fundou”.

Logo se seguida, são-nos oferecidas uma exaustiva uma “Cronologia Leonorina”, uma “Visão da Rainha”, uma “Iconografia da Ranha D. Leonor”, um texto sobre o “Camaroeiro” e uma “Bibliografia.”

Esta tragédia escrita que tem por figura principal a Rainha D. Leonor tem 26 personagens em cena. No final da tragédia, quando a Rainha D. Leonor cai desfalecida, “ouve-se de novo o órgão e os sinos começam a tocar as Trindades” e cai o pano.

Respeitemos o momento.
 Isabel Castanheira

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Edição #5625

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