Complexo Desportivo de São Pedro, Vila de Carapinheira
Árbitro: Hugo Pacheco, Assistentes: Jorge Sousa e Filipe Ramalho, AF Porto
CARAPINHEIRENSE 0
Paulo André, Guilherme Campos, João Neves, Carlos Lima e Pedro Luís; Luís Alves, Hugo Oliveira (João Pedro 66’) e Landry; Bakaramoto (Eduardo Seixas 75’), Bertrand e Cleiton
Não utilizados: Bastos, Fábio, Bento, Ramalho, Zhang
Treinador: António Cortesão
CALDAS 0
Luís Paulo [4]; Diogo Bento [3], Militão [3] (C), Rony [3] e Clemente [3]; Paulo Inácio [3], André Santos [3] e Tonicha [2] (Marcelo [2] 61’); Januário [3] (João Rodrigues [1], 90’), Johnny [3] e Farinha [2] (Cruz [2] 75’)
Não utilizados: Natalino, Juvenal, Simões, Sabino
Treinador: José Vala
Disciplina: Amarelo a André Santos (12’) e Rony (86’)
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Após quatro derrotas o Caldas voltou a pontuar na condição de visitante, na Vila da Carapinheira. Num jogo que era muito importante para a equipa da casa houve equilíbrio e vontade de ganhar por parte dos dois conjuntos, várias oportunidades mas não aconteceram golos, até pelo acerto dos dois guarda-redes.
O Caldas arrancou o jogo com o vento, forte, pelas costas e rapidamente assumiu as despesas do jogo. No primeiro quarto de hora os caldenses conseguiram alguns lances nas imediações da área e até marcaram pelo central Rony, na sequência de um canto, mas com Hugo Pacheco a considerar falta sobre o guarda-redes.
A partir do quarto de hora a formação da casa, a precisar de pontos como de pão para a boca, começou a repartir a partida e perante a incapacidade de qualquer um dos conjuntos em dominar as acções e pausar o ritmo a meio campo o jogo quebrou, com situações de grande perigo ora numa, ora noutra baliza. Ao minuto 20 uma combinação pelo miolo entre Luís Alves e Bakaramoto permitiu um remate a cada um, em plena área, mas Luís Paulo, com duas excelentes intervenções, evitou o golo.
O jogo ficou mais aberto e o Caldas respondeu novamente por Rony e depois por Januário. O extremo, isolado por Johnny, tirou a bola do alcance de Paulo André, mas João Neves recuperou a tempo de evitar o golo.
Era uma primeira parte até algo frenética. Clemente, de livre, obrigou Paulo André a uma grande defesa. Na reposta Cleiton acertou na barra da baliza caldense. E antes do intervalo mais um lance para cada equipa. Primeiro Bakaramoto furou pela direita mas falhou a baliza. Do outro lado Farinha ganhou muito bem a posição na área após um passe em profundidade mas não acertou nem na baliza nem em Johnny que entrava ao poste mais distante.
O jogo estava bom para o adepto, mas demasiado imprevisível para os seus actores e o intervalo serviu para pôr água na fervura. Mas se a intensidade diminuiu, com as duas formações a acertarem melhor as zonas defensivas, isso não significou ausência de mais lances de golos.
No Carapinheirense, destaque para uma sucessão de cantos, logo no início, em que a bola andou muito perto da baliza caldense, um remate de João Pedro para uma grande defesa de Luís Paulo e outro lance em que o mesmo jogador tentou um chapéu ao guardião, mas falhou o alvo. Estes dois já nos 10 minutos finais.
Do lado do Caldas, Januário não conseguiu finalizar com êxito um lance preparado com genialidade por Johnny e um remate de Marcelo à entrada da área que rasou o poste.
Se o empate se ajusta, faltaram claramente os golos, e podia muito bem ter sido um empate a dois ou três golos.
MELHOR DO CALDAS

Teve três intervenções de alto nível na baliza alvinegra que evitaram golos certos. Duas delas aconteceram no mesmo lance, com remates à queima, que tornaram a acção do guardião ainda mais difícil. Além desses apontamentos, mostrou a habitual segurança nos cruzamentos.
Estou feliz aqui
Este ano temos esse karma de não ganhar fora de casa, está difícil, só ganhámos dois jogos na primeira fase e um na segunda. Viemos com vontade de dar resposta a isso mas do outro lado estava uma equipa a quem só interessava a vitória para se manter. Garantimos matematicamente a manutenção e temos dois jogos sem o peso que tínhamos antes. Foi um empate na luta é um ponto. O pensamento é acabar bem a competição e acabar o mais acima possível na tabela. Tive uma lesão, não parei logo, agravei o problema e fiquei parado muito tempo. Foi muito triste e difícil, mas agora apareceu a oportunidade. É o meu terceiro ano de Caldas, estou feliz aqui e isso é que me importa.
José Vala, treinador do Caldas
Procurar outros objectivos
Queríamos ser fortes ofensivamente mas defensivamente demos algumas facilidades. Ao intervalo tentámos corrigir alguns aspectos defensivos e depois foi uma segunda parte mais equilibrada, mais jogada tacticamente e o resultado acaba por se ajustar. Este ponto fecha um objectivo, vamos procurar outros.
António Cortesão, treinador do Carapinheirense
Mais e melhores oportunidades
Foi uma partida bem disputada, não muito intensa, com oportunidades, penso que tivemos mais e mais flagrantes. Eram pontos que necessitávamos mas vamos continuar a lutar, não vamos atirar a toalha ao chão.
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