Quarta-feira, 14 _ Janeiro _ 2026, 20:42
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Pedia-se (muito) mais na segunda parte

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Campo Joaquim Maria Batista, Alcanena
Árbitro: Tiago Antunes, AF Lisboa
Assistentes: Wilson Marques e Silvino Patrão
ALCANENENSE 2
Fábio; Ito, Luís Oliveira, Daciel e Bahadir; Faia, Bob e Ailson (Bruno Ferreira 79’); Danny Esteves, Bata (Luís Tavares 76’) e Carlos Oliveira (Jair 84’)
Não utilizados: Xico, Avito, Bruno Rodrigues
Treinador: José Torcato
CALDAS 0
Natalino [2]; Militão [2], Rui Almeida [2] (C), Rony [2] e Clemente [2]; Paulo Inácio [2] (André Santos [2] 59’), Simões [2] e Marcelo [2]; Felipe Ryan [2] (Araújo [2] 59’), João Tarzan [2] e Nuno Januário [2] (Farinha 76 [1])
Não utilizados: Van Zeller, Cruz, Bé, Vítor Tarzan
Treinador: José Vala
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Danny Esteves (26’) e Ito (89 gp)
Disciplina: amarelo a Faia (21’), Natalino (87’) e Simões (90’+2)

Os 45 minutos mais cinzentos da época numa segunda parte em que se exigia uma resposta forte à desvantagem explicam em grande parte o resultado negativo do Caldas em Alcanena e o regresso a uma posição incómoda na tabela.
Não é que a primeira parte dos pelicanos tivesse sido brilhante, longe disso, mas ao longo desses 45 minutos (ou em 44 desses minutos) pareceu o Caldas a equipa mais competente, principalmente na função de prever e anular o plano ofensivo do adversário.
Num relvado difícil de jogar, bem curtinho mas muito encharcado, em que o jogo habitualmente mais pensado do Caldas tinha como obstáculo a dificuldade dos jogadores em manterem a aderência ao solo, aprecia correcta a abordagem cautelosa. Sem um futebol ofensivo e vistoso, mas método e alguma precisão o Caldas podia ganhar o jogo, ou pelo menos pontuar.
O remate de Marcelo ao minuto 10, a rasar a barra da baliza de Fábio, e outro de Januário após uma derivação da esquerda para o meio, deixavam essa ideia.
A estratégia começou, porém, a falhar ao minuto 26, aquele único em que o Caldas não foi melhor na primeira parte. Fábio bateu comprido para Danny Esteves, este bateu Clemente em velocidade, aguentou o ombro a ombro e rematou forte ao primeiro poste. Natalino foi surpreendido pela precisão do remate.
O Caldas respondeu com o melhor lance do jogo. Januário novamente à esquerda a trabalhar para oferecer o empate a João Tarzan, o cabeceamento era certeiro mas Bahadir fez de muralha, na recarga Simões tentou de longe mas Fábio já estava bem colocado. Na primeira parte o Caldas ainda ficou a protestar um empurrão de Bahadir sobre Ryan na área.
A perder ao intervalo, era de esperar que o Caldas tentasse acelerar no segundo tempo. Mas isso nunca aconteceu. Foi o Alcanenense que percebeu melhor o que tinha de fazer, e a fazê-lo. Com o jogo manietado na zona de meio campo, o Caldas nunca teve velocidade e acutilância de jogo ofensivo, nem capacidade para criar desequilíbrios com movimentos de ruptura. E nem mesmo as substituições deram o abanão necessário ao jogo, enquanto no Alcanenense Bruno Ferreira e Luís Tavares aumentaram a pressão sobre a defesa caldense que levaria ao segundo golo, obtido numa grande penalidade.

Gazeta das Caldas

MELHOR DO CALDAS
Simões 2
Se na primeira parte o Caldas pareceu (quase) sempre mais organizado que o Alcanenense muito desse trabalho passou pelo posicionamento do número 55. Faltou manter o nível na parte da construção.  [showhide]

Nuno Januario

Januário, jogador do Caldas

Marcaram no primeiro remate
O primeiro remate que eles fizeram à baliza deu golo, estávamos por cima no jogo. Já não sofríamos há vários jogos. Agora temos que nos focar no próximo jogo e continuar a trabalhar. Não estamos longe dos primeiros lugares nem dos últimos, vamos fazer tudo para alcançar os nossos objectivos que neste momento passam pela manutenção. Eu trabalho todos os dias para melhorar, penso que o grupo está no bom caminho, praticamos um bom futebol e isso ajuda a que todos evoluam.

José Vala, treinador do Caldas
Não estivemos ao nosso nível
O resultado no final da primeira parte não mostra o que aconteceu no jogo. Tentámos rectificar algumas coisas para a segunda parte para construirmos melhor e ter atenção às transições do Alcanenense, mas não conseguimos e eles até podiam ter avolumado o resultado, enquanto nós não conseguimos criar oportunidades. Houve mérito do adversário mas não estivemos ao nosso nível, o Alcanenense ganhou-nos os duelos e não tivemos a qualidade com bola habitual.

José Torcato, treinador do Alcanenense
Sempre equilibrado
São duas equipas que se conhecem bem e proporcionam sempre jogos muito equilibrados e este foi mais um, mas tivemos mais e as melhores oportunidades e por isso o resultado é justo.

Caldas -Académica
a 30 de Dezembro
A federação confirmou a realização do Caldas-Académica, dos oitavos-de-final da Taça de Portugal para 30 de Dezembro, às 15h00. [/showhide]

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Edição #5625

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