Cerca de 60 dos 300 utentes do Parque de Campismo Baía Azul (São Martinho do Porto) pediram à Junta de Freguesia, que faz a gestão do equipamento, para suspender os contratos ou reduzir a mensalidade para metade durante esta época de pandemia (em que o estabelecimento está fechado). Os utentes queixam-se de não estarem a utilizar o espaço desde 14 de Março e, portanto, de não gastarem água ou luz.
A Junta de Freguesia de São Martinho do Porto, no entanto, respondeu-lhes que não o poderia fazer, lembrando que aquele se trata de um “bem não-essencial” e que não podem utilizar o parque por ordem do governo.
À Gazeta das Caldas, o presidente da Junta, Joaquim Clérigo, disse que não pode isentar as taxas, porque tem de pagar as despesas inerentes à manutenção do parque de campismo e não tem apoio do Governo para essa despesa nem a possibilidade de entrar em lay-off.
“A Junta tem de pagar 40 mil euros só de ordenados”, disse, acrescentando que os rendimentos provenientes do parque de campismo estão a “sustentar toda a outra parte da Junta, é uma fonte de receitas”.





