
A nova marca tem como imagem um guerreiro medieval, o Dom Pimpas, que deriva do nome da família (Pimpão) e “é uma analogia à necessidade de combater a crise”, contou Marta Pimpão, que trabalha na empresa em conjunto com o pai, Dário Pimpão.
O produto tem a mesma qualidade reconhecida da ginja Oppidum, mas um processo de fabrico diferente, o que permite ter um preço mais acessível sem comprometer a qualidade.
De resto, o feedback recebido até agora tem sido positivo, pelo que a empresa vai reforçar a publicidade nas lojas com stand ups apelativos com a figura do Dom Pimpas. “Há pessoas que nem se apercebem da diferença entre a Dom Pimpas e a Oppidum, o que diz que fomos bem sucedidos em termos da qualidade do produto”, salienta Marta Pimpão.
A bebida é comercializada em garrafas de meio litro e em bag in box de 4,5 litros, que também beneficia o preço, quer para o cliente final, quer para estabelecimentos que comercializem à dose. A marca também já chegou ao mercado espanhol.
A empresa tem ainda apostado em produtos especialmente pensados para a época natalícia, na qual se verifica um crescimento das vendas. Há dois anos foi lançado o bombom com Ginja de Óbidos, cuja procura sustenta a manutenção da aposta. A esse produto juntou-se este ano um pack que inclui a bebida e os copos de chocolate, que a empresa começou recentemente a comercializar, e novas embalagens alusivas à quadra.
“A crise também nos tocou mas não ficámos parados, tentamos correr cada vez mais depressa para manter a mesma posição”, diz a empresária.
Ano excepcional de fruta
A produção da Ginja de Óbidos é feita com fruta proveniente na sua maior parte dos produtores do Sobral da Lagoa, pelas características únicas que a fruta ali adquire.
Este foi um ano excelente em termos de quantidade e também de qualidade da ginja, “temos um stock bastante grande que já nos salvaguarda no caso da próxima campanha ser má”, referiu Marta Pimpão.
A empresa acompanha a produção junto dos agricultores e assegura através de vários mecanismos, entre os quais análises periódicas, a qualidade dos frutos e do licor.
O fruto é depois tratado em processos manuais e colocado em maceração no álcool. Esta fase dura pelo menos um ano, mas actualmente a Ginja de Óbidos tem tempos de maceração de dois a três anos.
A empresa tem ainda investido na expansão e modernização das suas instalações, para cumprir a norma ISO 9001, e durante o próximo ano deverá implementar uma nova norma na área da segurança alimentar.
Para além de pai e filha, que tratam da produção e da área administrativa, a empresa dá emprego directo a duas colaboradoras, no processo de engarrafamento e armazenagem.
Joel Ribeiro
jribeiro@gazetadascaldas.pt






Há tempos,num almoço promovido pelo núcleo de Caldas da Rainha da liga dos Combatentes, calhou-me, entre outros, como parceiro de mesa e meu asa esquerda um cavalheiro que vim a saber, porque me o disse, ser o Pimpão que a notícia ora refere. Se o Dom Pimpas, que ainda não provei, tiver um sabor tão aveludado como aveludado se me revelou o trato do Pimpão terão, seguramente, um sucesso comercial de monta.