
Quando combinados com o Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia (ASECE) – que pode ser solicitado pelos beneficiários da tarifa social -, este descontos chegam aos 34%. Mas tem de ter uma potência contratada igual ou inferior a 6,9 kVa.
No site da Entidade Reguladora dos Serviços de Energia (ERSE) pode utilizar um simulador para perceber qual a potência que necessita em sua casa.
Os valores do rendimento anual máximo para beneficiar dos descontos variam consoante o número de pessoas do agregado familiar indo até ao tecto dos 29.020 euros para agregados de dez ou mais pessoas. Esta tabela – Rendimento Anual Máximo (RAM) – pode ser consultada no site do governo português ou da ERSE.
Em termos de gás natural, e caso beneficie de complemento solidário para idosos, RSI, subsídio de desemprego, PSI ou o 1º escalão do abono de família e tenha um contrato de fornecimento de gás natural em seu nome, para uso doméstico em habitação permanente com um consumo anual inferior ou igual a 500m3, a tarifa social (com o ASECE) podem atingir os 31% do total facturado.
Os interessados podem saber mais informação junto dos seus fornecedores de energia, nos sites da ERSE ou em www.escolhaasuaenergia.pt, solicitá-la nos balcões dos serviços sociais ou através do número 808100808.
Francisco Simões, técnico da Oeste Sustentável – uma entidade ligada à OesteCIM que organizou uma palestra no passado dia 28 de Julho em Óbidos -, afirmou que esta campanha pretende chegar a 500 mil famílias. Inicialmente era apenas para os beneficiários do primeiro escalão do abono de família, chegando a cerca de 60 mil famílias.
Na sessão em Óbidos estiveram 15 pessoas (três presidentes de Junta, representantes de IPSS e técnicos da área social daquele município), que ali se informaram, para melhor informar. Para além de Francisco Simões, também Rogério Ivan, director executivo da Oeste Sustentável, esteve presente. A importância destas acções de informação centra-se na informação, já que mais de 400 mil famílias poderem agora beneficiar da tarifa social.
A conferência começou com a distinção entre os mercados regulado e liberalizado, para depois então serem explicados os descontos sociais.
COMO MUDAR DE FORNECEDOR DE ELECTRICIDADE?
Para mudar de fornecedor de electricidade, o cliente apenas tem de comunicar ao novo comercializador que quer passar a ser servido por ele. Para isso deve ter em conta a existência de períodos de fidelização (que anulam a possibilidade de mudar de fornecedor a cada três semanas que está regulada), os meios de pagamento disponibilizados, a indexação do preço praticado pelo comerciante (que anula os benefícios de mudar do regulado para o liberalizado) e a subscrição de outros serviços adicionais.
A mudança de comercializador é gratuita e o prazo mínimo com cada empresa é de três semanas, podendo, por exemplo, mudar todos os meses de fornecedor. E não é necessário mudar o contador.
O consumidor que não beneficie de descontos sociais, assim que muda para o liberalizado não pode voltar ao regulado. Mas os que beneficiam podem flutuar entre os dois, continuando a receber, em ambos os casos, os descontos.
Os técnicos da área social foram ainda alertados para o perigo das campanhas porta a porta. “À porta não se assina nada. E se já estiver assinado, não paguem e façam exposição à empresa e à ERSE”, explicou Francisco Simões.
Actualmente ainda existem muitas pessoas que não mudaram do mercado regulado para o liberalizado. Recorde-se que a ERSE definiu aumentos da tarifa regulada de três em três meses – para obrigar os clientes a mudar para o mercado liberalizado – mas no último ano só aumentou uma vez.








