
Desta forma, o tempo de viagem ganho será apenas o que resultar da tracção eléctrica e não por via da supressão de curvas. Trata-se de um projecto minimalista, que vai na senda do que tem sido feito pela Refer de uniformizar a rede ferroviária com tracção eléctrica e sinalização automática, mas sem reais objectivos de tornar o caminho-de-ferro mais competitivo.
No caso da linha do Oeste, com este projecto, dificilmente esta conseguirá competir com a A8 – sobretudo entre Caldas e Lisboa – porque os tempos de percurso não vão baixar muito. Contudo, tudo depende do tipo de oferta que a CP vier a realizar: ou automotoras a “passar a ferro” em percursos curtos para responder apenas a um serviço regional; ou comboios a sério, rápidos e confortáveis, entre Lisboa e Coimbra com paragens só nas principais estações.
Segundo a Infraestruturas de Portugal a modernização chegará às Caldas em 2020 e estará concluída no troço norte até ao Louriçal em 2021. Gazeta das Caldas perguntou quando serão lançados os concursos públicos e quando terão inicio as obras, mas a empresa não soube responder, dizendo apenas que “terão de ser observados os prazos legais associados ao processo de contratação pública, bem como da cristalização dos necessários estudos de suporte às intervenções”.
Tendo em conta o historial de promessas dos últimos 40 anos, há, pois, as maiores reservas quanto à concretização destes prazos.
CP BAIXA TARIFAS
Desde há algum tempo que a CP reduziu o preço dos bilhetes para viagens que incluem transbordos. Antes, o preço era calculado pelo somatório dos troços percorridos e agora foi feita uma redução que suaviza aquele valor.
Por esse motivo, a viagem das Caldas da Rainha para o Porto (que implica uma mudança em Coimbra) passou a ser mais barata. Custa agora 19,55 euros (com Intercidades entre Coimbra e Porto) e 22,35 euros (com Alfa Pendular também naquele percurso). O tempo de viagem varia entre 3h24 e 3h29 entre Caldas da Rainha e a Invicta.
A viagem das Caldas para Coimbra, que é directa, custa 11,25 euros e demora 1h55. Esta ligação é assegurada com automotoras novas na linha do Oeste, mas velhas em Espanha onde já estavam fora de serviço, tendo sido alugadas à CP. Apesar de tudo, têm um grau de conforto acrescido.
No entanto, a CP insiste em manter uma ruptura de carga nas Caldas da Rainha, assistindo-se todos os dias aos passageiros que vêm do sul a terem de mudar de comboio para prosseguir viagem para S. Martinho, Valado, Leiria ou Coimbra.
Durante os meses de Verão a empresa retomou este ano a prática dos comboios especiais para a praia, tendo três ligações em cada sentido entre Caldas e Leiria a fim de prestar um melhor serviço a S. Martinho do Porto..








