

Quando «o amor erótico não encontra eco em seu objecto amoroso», conclui a autora «Rios de tinta, de criatividade, de labor artístico correram em todo o mundo ocidental por causa deste tio de desencontro. As mais belas poesias, cartas de amor, peças de teatro, filmes, pinturas, esculturas, foram realizadas graças ao imenso sentimento de amor. E assim será possivelmente até ao fim dos tempos.»
No seu articulado o estudo de Cláudia Souza revisita autores tão diversos como João Guimarães Rosa, Luís de Camões, Bocage, Carlos Drummond de Andrade, Irene Lisboa, Manuel de Barros, Chico Buarque, Paulo Leminski, Manuel Bandeira e David Mourão-Ferreira. Talvez porque a Poesia é uma resposta à solidão e ao desespero. E os seus alicerces são os mesmos do Amor. Cada leitor vai tirar a sua conclusão, provisória mas, mesmo assim, conclusão.
(Editor: Subterrânea – Colectivo Literário)







