Desenvolvimento pessoal no ensino e na formação

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Lurdes Pequicho
Educadora de Infância

Nada me faria mais sentido explorar neste dia 1 de Janeiro, primeiro dia do ano, senão o tema do desenvolvimento pessoal e a sua importância no ensino e formação. Já não é a primeira vez que abordo este tema e se o volto a mencionar é por considera-lo tão importante nestes contextos. O autoconhecimento é a chave, e se temos o costume de definir objetivos para o novo ano, porque não começar por aqui? Cada um definir objetivos relacionados com o conhecimento de si próprio.

É urgente unir, é urgente formar e educar crianças e adolescentes que se conheçam, que consigam identificar as suas características, as suas emoções, que reforcem a sua autoestima, que tenham confiança neles próprios. É URGENTE colocar em prática programas no ensino regular, no ensino profissional, no ensino superior que ajudem as nossas crianças e jovens a terem uma adultez mais saudável e feliz.

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O tema da saúde mental está cada vez mais em voga, nas crianças, nos adolescentes, nos adultos. Porquê? Porque não temos dado o devido valor às nossas emoções, ao nosso autoconhecimento, à nossa responsabilidade pessoal. Felizmente já muitos perceberam isso e o número de pessoas a procurar ajuda, através de terapias diversas aumenta significativamente.

Ferramentas de coaching, programação neurolinguística, inteligência emocional e mindfullness por exemplo, devem ser exploradas dentro do ensino e da formação dos nossos adolescentes, por forma a disponibilizarem instrumentos fundamentais para desenvolverem uma autoestima e autoconfiança saudáveis, compreenderem os seus limites, sentimentos e necessidades, adquirirem autonomia na resolução de problemas, identificarem os seus estados emocionais, reagirem aos desafios com segurança e equilíbrio, compreenderem o ponto de vista dos outros e reconhecerem a influência dos outros nos seus resultados. Com certeza que com estas competências adquiridas, teremos uma sociedade mais tolerante, mais empática e mais proativa.

Albert Schweitzer diz que “O amanhã depende do que fazemos hoje” e não podia estar mais de acordo. O nosso amanhã e dos que nos rodeiam, depende das nossas escolhas, das nossas decisões de hoje. Lembrem-se que quando optamos por não fazer nada, também estamos a escolher fazê-lo. Por isso, escolhe o que queres fazer hoje, que fará a diferença no teu amanhã.

Que em 2026, todos tenham a possibilidade de se reinventar, de inspirar e de transformar os seus contextos, em sítios mais equilibrados e felizes.
Com Amor!

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