
Os visitantes da extensa exposição vão encontrar personagens e factos que são registos significativos do ano passado, que não foi parco em momentos felizes e infelizes, alegres e tristes, mas muitos mesmo trágicos e que marcaram a memória do mundo por algumas décadas.
Venceu o grande prémio um cartoonista de um país difícil e não muito considerado por algumas das potências mundiais, que é o Irão, onde o regime não é tão democrático como na maioria dos regimes ocidentais.
Contudo, mesmo assim, goza-se já uma abertura importante, facto de terem elegido nos últimos anos presidentes menos conservadores e mais liberais, situação a que não é alheia a publicação do cartoon que ganhou o World Press Cartoon.
O vencedor foi Alireza Pakdel, o cartoonista que publica em vários jornais, tendo a distinção recebida resultado dum cartoon dedicado ao drama dos refugiados, visto com ironia, como se de um espectáculo num aquário se tratasse, com a morte como pano de fundo.
Na sua intervenção o artista iraniano dedicou o prémio ao seu povo, considerando Zé Povinho que ele é bem merecedor de um título que é caro ao seu criador Rafael Bordalo Pinheiro.
O drama dos refugiados está bem presente nos tempos actuais, pelo que esta proposta de Alireza Pakdel foi bem oportuna, sabendo que ao destacá-lo, Zé Povinho está a elogiar todos aqueles que, através dos seus desenhos ou das suas práticas mais activas, combatem por um mundo mais justo e mais progressivo.

Ora sendo a criação do centro hospitalar também justificada pela maior capacidade negocial e pela maior facilidade em obter economias de escala, não se entende como é que tal não se conseguiu ao cabo de cinco anos. O que andaram a fazer as administrações de Carlos Sá e de Ana Harfouche nesta matéria?
E se isto se passa ao nível da Patologia Clínica, é caso para perguntar quantas mais ineficiências andarão escondidas neste “agrupamento de hospitais” que ninguém quis, mas que foi imposto no tempo da troika com o objectivo de optimizar recursos e obter maiores rentabilidades.
O resultado está à vista. Zé Povinho começa a perceber por que tarda tanto em concretizar-se a almejada passagem para EPE (Entidade Pública Empresarial). É que no estado em que o CHO está, dificilmente o governo encontra uma equipa que queira pegar neste monstro.





