
De um lado a geografia da terra: «Não há sol como o de Angola: amarelão, redondão, gordão, faiscante sobre a terra e sobre o mar, que aquece o corpo e conforta a alma. Quem teve o privilégio de ver esse sol um dia não o esquecerá jamais».
Do outro lado a história: «Era o costume: numa terra onde os negros predominavam, os brancos é que davam nome às ruas, às avenidas, aos largos, não importa a que lugar público homenageando com isso os patrícios importantes do Puto. Havia assim a Rua Serpa Pinto, a Avenida António Barroso, o Largo Maria da Fonte, etc., etc.».
No intervalo entre paisagem e povoamento fica a viagem que o próprio livro constitui: «Naquele tempo as estradas de Angola eram de terra batida e havia rios sem pontes entre as margens. Chegava-se lá, podia ter-se a sorte de a jangada estar já à espera – e era então meter aí a viatura, imobilizá-la com a caixa de velocidades e o travão de mão, caçar-lhe bem as rodas e iniciar a travessia».
(Edições Colibri, Capa: Francisco Amorim, Revisão: Maria Villanova)







