
António Marques
Técnico de Turismo
Em Portugal os desastres Climáticos, foram ao longo de muitas décadas, tratados como verdadeiros estados de exceção e esquecidos o mais depressa possível, levando mesmo os poderes instituídos a tentar esconder as suas consequências, nomeadamente as vítimas mortais, como foram os casos do Ciclone de 1941 ou das Cheias de Odivelas em 1967.
Hoje não é possível manipular os resultados porque o poder da comunicação não o permite e isso acarreta consequências em relação ao Futuro.
As principais Instâncias Ambientais de todo o Mundo, afirmam agora que Portugal está incluído entre os Países do Sul da Europa, como um dos mais vulneráveis aos Impactos Climáticos.
Situações devastadoras, Tempestades e Cheias que acabámos de sofrer, não esquecendo os Incêndios e os Sismos, são passíveis de se vir a repetir com mais frequência e deste modo as nossas vidas quotidianas serão alteradas e postas em causa.
As Mudanças Climáticas já não representam na atualidade um “Assunto Abstrato” e possuem subitamente uma força de “Realidade Concreta” a que temos de dar a maior atenção de forma Prospetiva.
Os recentes impactos, ainda em fase de tratamento, análise e orçamentação, apontam para valores que no total vão ultrapassar os Seis Mil Milhões de Euros, sobretudo em Sectores da Agricultura, da Indústria, das Infraestruturas, das Comunicações e da Energia.
O conjunto de tempestades recentes, pôs a nu as nossas vulnerabilidades e centenas quando centenas de Estradas foram interrompidas e muitas destruídas, infraestruturas (como o viaduto da A1 em Coimbra), gravemente danificadas e atividades, sociais, comerciais, industriais e de abastecimentos interrompidas, entre tantas outras situações que puseram em causa o regular funcionamento do País que terá que fazer frente às consequências económicas inerentes.
No passado nem sempre foi assim porque “As ocorrências Climáticas Extremas” surgiram espaçados no tempo, mas hoje apresentam-se em períodos mais curtos, pressionando toda a Sociedade e os Poderes Públicos.
A olho nu podemos afirmar que não se trata de uma simples vulnerabilidade Climática, mas sim de uma Agressiva Realidade Mensurável.
Isto obriga-nos a estar permanentemente atualizados e a uma implementação de medidas reais para nos defendermos.
Proteger o País das ameaças e dos riscos internos e externos deverá constitui-se como uma das mais altas Prioridades Nacionais.
Portugal não possui uma Cultura de Segurança.
Perante os quadros carregados de ameaças climáticas, Portugal
Obriga-se a implementar com urgência Uma Cultura de Segurança por ser uma necessidade Básica de Defesa para a Sociedade Civil.












