Assembleia Municipal pede reunião ao primeiro-ministro para explicar importância do futuro equipamento
O Governo tem que tomar uma decisão “firme, célere e definitiva sobre a construção do novo hospital, respeitando o consenso regional alcançado e as conclusões do estudo técnico independente”, refere a moção aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal do Bombarral no passado dia 19 de dezembro. No documento é pedida uma reunião com o primeiro-ministro Luís Montenegro, “para apresentar diretamente a posição do município e sublinhar a necessidade de uma decisão imediata e responsável quanto ao futuro da saúde no Bombarral e na região Oeste”. Seguindo o exemplo da Assembleia Municipal de Torres Vedras, que aprovou neste início de mandato uma proposta no mesmo sentido, para a Assembleia Municipal do Bombarral, a concretização do novo hospital do Oeste tornou-se uma das questões mais determinantes para o desenvolvimento da região. “As nossas populações, bem como os profissionais que servem diariamente, com inexcedível zelo e dedicação, nos três polos hospitalares da ULS Oeste (Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha), têm manifestado de forma clara a necessidade de uma resposta capaz de assegurar cuidados hospitalares adequados, acessíveis e ajustados aos desafios atuais”, destaca a moção.
Sem nunca referirem a localização da infraestrutura, que tem sido reclamada pelos autarcas do Bombarral com base nas conclusões do estudo encomendado pela OesteCIM à Universidade Nova, é destacado na moção que perante um processo longo, amplamente estudado e sustentado por consensos técnicos e institucionais, torna-se imperativo que a decisão política acompanhe a urgência sentida pelas comunidades. Daí que, neste contexto, é defendida “uma posição firme e concertada, que coloque finalmente a região no caminho da justiça territorial e da dignidade no aceso aos cuidados de saúde”.
Todos os membros deste órgão municipal – com eleitos do PSD, PS, CDS, IL, Chega e CDU – alertam que há mais de duas décadas que a região aguarda a concretização do novo Hospital do Oeste, uma infraestrutura essencial para garantir o acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade a todos os cidadãos da região. E recordam que ao longo dos últimos anos, têm sido promovidos estudos, debates e processos de concertação intermunicipal, “culminando num acordo histórico entre os municípios do Oeste”, demonstrando um notável espírito de cooperação regional, sem nunca se referirem à posição divergente assumida pelas câmaras das Caldas e Óbidos, que reclamam para os seus territórios a localização do novo hospital.
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