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PS/Alcobaça em polvorosa com processo autárquico

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Presidente da Concelhia solicita anulação da escolha de Carlos Guerra e admite avançar com lista de independentes

O processo eleitoral autárquico no PS/Alcobaça continua a dar que falar. Dias depois da aprovação do nome de Carlos Guerra como cabeça de lista, o líder local do partido, Rui Alexandre, acusou o presidente da Federação Distrital de Leiria, Walter Chicharro, de “intromissão” na escolha dos candidatos, exigiu que a candidatura fosse anulada e admitiu avançar com uma lista de independentes nas próximas autárquicas.
Em comunicado, o Secretariado da Comissão Política Concelhia considera que a candidatura de Carlos Guerra é “precipitada e divisionista” e “só poderá conduzir os socialistas de Alcobaça a mais uma vergonhosa derrota eleitoral”, criticando a forma como alguns elementos da estrutura local do partido mudaram de posição no processo de escolha.
Rui Alexandre admite sair do partido e “apresentar um programa renovador e listas independentes a todos os órgãos autárquicos do concelho”, mas o comunicado teve ondas de choque também no leque de apoiantes, dado que António Fadigas se demitiu do Secretariado, em discordância com a posição daquele órgão. Aquele que seria o candidato à Assembleia Municipal de Rui Alexandre diz que em política “não vale tudo”, para, depois, explicar que, apesar de fazer parte do Secretariado, não foi “convocado para nenhuma reunião”, considerando o documento “abusivo”. Também Ana Margarida Martinho já apresentou a demissão daquele órgão.
À Gazeta, Carlos Guerra recusou tecer comentários em relação à posição tomada por Rui Alexandre, remetendo o anúncio das equipas com que o PS se vai apresentar a votos para as próximas semanas.
Para o presidente da Federação, a posição de Rui Alexandre é “estranha”. “Só posso reiterar o que foi uma decisão legítima tomada democraticamente. Parece que alguém quer ganhar na secretaria o que não conseguiu ganhar em campo”, observou Walter Chicharro, garantindo “nada ter a ver com processos de escolha de candidatos”.
Sobre a possibilidade de o líder do PS/Alcobaça avançar com uma lista de independentes, o dirigente foi claro. “Os estatutos do partido prevêem que seja tomada uma determinada atitude a quem se candidate contra o PS”, aludindo a uma possível expulsão.
O PS assiste, há 24 anos, a maiorias do PSD e pretende recuperar nas próximas autárquicas uma Câmara que apenas conquistou por três vezes (1976, 1989 e 1993), sempre com Miguel Guerra, tio do candidato escolhido pela Concelhia. ■

 

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