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Alfeizerão Medieval é para manter em 2024

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Mau tempo prejudicou o evento, mas organização fala em cerca de 27 mil visitantes nos três dias

No passado fim-de-semana, quem visitou Alfeizerão recuou oito séculos até aos tempos depois da Reconquista e da carta de foral desta localidade. A primeira edição do Alfeizerão Medieval, organizado pela associação Terras de Viri’arte em parceria com a Junta de Freguesia, transformou a Quinta do Vale da Cela, que por estes dias tinha duas grandes torres a guardá-la à entrada e, no interior da paliçada, um acampamento militar, um acampamento civil, um hospital medieval, entre outras atrações medievais. Os antigos ofícios e tradições também estavam representados entre a equipa de cerca de 80 animadores.
Os mais curiosos podiam, por exemplo, aprender a fazer velas ou cotas de malha, ou descobrir como se costurava, cozinhava ou comia naquela época.
Ao redor do evento encontramos os expositores, que vendem calçado, roupa, acessórios, artesanato, brinquedos, comida e guloseimas, entre outros. Ao centro toda a animação, com um picadeiro ao fundo.

O voo da águia era uma das atrações da falcoaria

“Começou a contar-se a história de Alfeizerão”, disse João Madeira, da associação Terras de Viri’arte à Gazeta das Caldas no rescaldo da primeira edição do evento.
No primeiro dia, sexta-feira, a chuva prejudicou a afluência ao evento e no domingo, “mesmo com as dificuldades de tempo, as pessoas vieram, ainda que mais agasalhadas”. O sábado foi o dia mais forte.
O mesmo responsável garantiu a realização do evento no próximo ano. “Após um sucesso destes, com uma área tremenda de utilização, a construção e a marca que deixámos, com o número de visitantes, era quase impossível não se fazer a próxima edição”, afirmou.
Já de olhos postos no próximo ano, considera que há coisas a melhorar, por exemplo ao nível dos acessos e da sinalização. “Queremos trazer a comunidade para o evento”, disse. Os expositores eram, na sua maioria, do norte e interior do país, assim como os animadores, mas também houve quem viesse de Espanha ou até de Itália para este evento. Estes ficam a dormir, a maioria em caravanas, durante os três dias.
“Não conseguimos fazer tudo o que queríamos em relação ao espetáculo de fogo”, frisa, realçando o espírito de aproveitamento de materiais que eram considerados por uns, como lixo, e que aqui ganharam uma nova vida. Por outro lado, este evento fica também marcado pela realização de várias parcerias que ajudaram a diminuir os custos da organização. Recorde-se que na conferência de imprensa de lançamento do Alfeizerão Medieval foi explicado que o investimento da autarquia de base era de 35 mil euros. Tendo então apontado aos 30 mil espetadores, no final do evento João Madeira, disse à Gazeta das Caldas que “ao meio dia de domingo estávamos com cerca de 27 mil visitantes. Para uma primeira edição, acho que são números que merecemos, pelo nosso trabalho”, referiu. ■

O carrossel medieval, construído em madeira, e movido a pedais, fazia sucesso junto dos mais novos

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