
Técnicos das autarquias locais e das entidades responsáveis estão a monitorizar diariamente o local
A atual abertura da Lagoa de Óbidos ao mar está localizada a poucos metros dos campos desportivos e da Avenida do Mar, levando a uma redução considerável do areal da praia da Foz do Arelho. Preocupada com a situação atual, com a possibilidade de intensificação de risco com o agravamento das condições meteorológicas e de agitação marítima associadas à passagem da depressão Ingrid, a Câmara das Caldas encetou diligências junto das autoridades competentes, designadamente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Capitania do Porto de Peniche, estando igualmente em contacto com a Águas do Tejo Atlântico, S.A e com o Município de Óbidos. Na passada segunda-feira a situação já estava a ser monitorizada, tendo estado no local técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Águas do Tejo Atlântico. Também a Junta de Freguesia da Foz do Arelho e o Serviço Municipal de Proteção Civil das Caldas da Rainha estão a acompanhar em permanência, com vistorias duas vezes por dia. “Se escalar para uma maior proximidade do emissário submarino terá de haver uma intervenção, mas ainda não sentimos essa necessidade”, referiu o presidente da Câmara, Vítor Marques, à Gazeta das Caldas.
O autarca espera agora que a “natureza possa relocalizar a aberta”, com uma eventual migração para sul, quando as condições meteorológicas e as correntes marítimas se tornarem mais favoráveis. No entanto, está também em conversações com as várias entidades para depois, em conjunto, decidir o que fazer.
Tem sido recorrente a intervenção mecânica para garantir o posicionamento da “aberta”, as últimas vezes por ter sido interrompida a comunicação com o mar.











