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“Faz sentido um novo hospital no Oeste, isso é inadiável”

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Ministra da Saúde escusou-se a falar sobre a sua localização,mas realçou que é preciso decidir o que fazer com as estruturas existentes, numa visita às urgências do Hospital das Caldas

“Há muitos anos que o Oeste precisa de um hospital e, portanto, esse hospital vai ter que ser feito”. A garantia foi deixada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, acrescentando que “há trabalho feito e uma calendarização”, mas remetendo os detalhes para o primeiro ministro, Luís Montenegro. A governante visitou, na tarde de segunda-feira, 5 de janeiro, as urgências médico-cirúrgicas, de ginecologia e obstetrícia e de pediatria do Hospital das Caldas da Rainha. Durante cerca de hora e meia, Ana Paula Martins percorreu as salas e corredores da unidade hospitalar e conversou com profissionais de saúde e doentes. “O que se faz neste hospital é quase inédito”, disse, destacando o “espírito de missão e de sacrifício” das equipas, que são reduzidas, assim como o espaço, que além de reduzido também já tem muitos anos, concretizou. Razões que a levam a confirmar que “é preciso existir um hospital novo”.

Mas, ao mesmo tempo, é necessário decidir o que fazer com os equipamentos atuais, tendo em conta que Portugal tem menos camas por mil habitantes do que a maioria dos países europeus, um défice que ainda é mais acentuado no Oeste. Deixou, por isso, a garantia de que é preciso manter estes hospitais, que passarão a ter outras valências.
De acordo com Ana Paula Martins o maior desafio que têm é a falta de recursos humanos, cuja resposta passa pela remuneração dos profissionais de saúde, mas também por um sistema de avaliação mais justo, abertura de concursos ou avançar com o internato para enfermeiros, exemplificou.

A visita às urgências foi acompanhada pelo CA da ULS Oeste, diretores de serviço, presidente da Câmara e deputado do PSD, Hugo Oliveira. O autarca caldense tem uma reunião agendada com a ministra da Saúde, que deverá acontecer ainda durante o mês de janeiro, onde pretende abordar a questão do novo hospital, mas também a “necessidade de dar resposta hoje, e num futuro próximo, com condições que não temos aqui atualmente”. Vítor Marques destacou os bons exemplos, ao nível de reabilitação, da Urgência Pediátrica, e da maternidade e Obstetrícia, realçando que “havendo vontade e uma visão de gestão de todo este processo, pode-se fazer diferente” nas Urgências, “para dar uma resposta no imediato, mas a pensar do que se quer que [esta unidade] seja no futuro”.

Nível máximo de Contingência
Tendo em conta a grande afluência aos serviços de urgência, está já implementada a fase 3 do Plano de Contingência (nível máximo) no hospital caldense. A presidente do CA da ULS Oeste, Elsa Baião, reconhece que os últimos dias “têm sido especialmente difíceis”, com uma grande incidência de casos, sobretudo relacionados com problemas respiratórios. Estava previsto, no decorrer desta semana, cancelar alguma atividade programada, para libertar camas e recursos humanos. Para além disso, foram contratadas 15 camas de agudos no exterior (mais cinco do que no passado), e 30 camas de retaguarda.

De acordo com Elsa Baião poderão ser contratadas mais 5 camas de retaguarda, que serão usadas por doentes que têm alta clínica, mas que não podem ter, de imediato, alta administrativa. Desde o início do mês está também a funcionar o projeto Hospital Sénior, que visa criar um canal de comunicação entre os lares e o serviço de urgência, de evitar algumas idas desnecessárias desses doentes ao hospital.

Nas Caldas os atendimentos costumam ser na ordem dos 100 por dia e “neste momento estão um bocadinho acima desse número”, disse a responsável, fazendo notar que, apesar do contexto difícil, estão a conseguir resolver as situações.

A responsável realça o sucesso do projeto “Ligue Antes, Salve Vidas” que reduziu em quase 17% os atendimentos nos serviços de Urgência (20% nos atendimentos de pulseira verde), permitindo concentrar os recursos “para os doentes efetivamente urgentes e evitando que esses doentes menos urgentes estejam sujeitos a um ambiente especialmente contaminado”, concluiu.

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Edição #5628

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