
Autarquia ajuda empresa a reerguer-se
Um incêndio destruiu um armazém de fruta da empresa E.Timóteo, Lda., nos Casais da Capeleira, freguesia da Usseira, no domingo, 22 de fevereiro. O alerta foi dado pelas 14h00 e, à chegada dos meios de socorro, as chamas já haviam tomado grande parte do armazém, impossibilitando o combate através do interior. Dado o cenário, uma das grandes preocupações foi proteger a zona envolvente, com habitações e outros armazéns, enquanto se tentava extinguir o incêndio. Mais de 120 operacionais e cerca de meia centena de viaturas, combateram as chamas. O armazém ficou destruído e o incêndio causou danos numa habitação próxima, o que obrigou à deslocação moradores. Outros foram retirados para saírem do ambiente tóxico, sendo realojadas cerca de dez pessoas em unidades hoteleiras. Dois bombeiros foram para o hospital com ferimentos ligeiros, devido à exaustão e à inalação de fumos (que obrigou outros dois a serem assistidos no local).
Os responsáveis da empresa, criada em 2008 e dedicada à produção e comercialização de frutas, cuja atividade consiste na conservação, seleção e embalamento e comercialização da sua produção, agradeceram “a todos os que nesta hora de tragédia nos deram a sua colaboração e nos ajudaram”, destacando entidades oficiais, bombeiros e “parceiros de negócio, amigos e pessoas anónimas que transmitiram apoio”. A firma foi fundada por Elias Timóteo e tem 150 hectares, principalmente, de maçã e pêra, mas também damascos, ameixas, pêssegos e nectarinas. Por ano produz cerca de quatro mil toneladas de fruta e exporta metade da produção para diversos mercados. Os responsáveis apontam já a “superar esta adversidade” e regressar mais fortes.
O presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, mostrou solidariedade com a família e explicou que estão a desenhar modelos de apoio. A autarquia contactou a CCDR LVT, para “podermos avançar com esta vontade de termos um espaço industrial onde eventualmente esta empresa se possa candidatar”, embora tal careça da aprovação do PDM, que deverá estar em consulta pública até agosto, indo à assembleia em setembro. O autarca não adiantou possíveis localizações, mas esclareceu que fizeram contactos com entidades ligadas à inovação, internacionalização, capacitação em termos de estruturas e de transformação do produto frutícola. “Estamos a trabalhar num conjunto de frentes”, afirmou, realçando que já têm a data de um concurso ao qual a empresa poderá concorrer.
O objetivo é ter “uma estratégia e um plano de ação para devolver o potencial produtivo e transformador da empresa”, que “é importante” para o concelho. “O trabalho de quatro décadas não pode desaparecer numa tarde”, frisa, realçando a onda de solidariedade criada. “O ciclo das árvores não pára, em maio seguramente terão já frutas de caroço” e “as coisas não vão parar!”.












