O município das Caldas da Rainha informou hoje que, desde o dia 21 de janeiro até às 16h00 de hoje, 2 de fevereiro, foram registadas mais de 350 ocorrências no concelho e que, “de acordo com os dados da E-Redes, atualizados às 08h00 desta segunda-feira, no concelho das Caldas da Rainha a taxa de energização no concelho seja entre 91%-95%”, sendo que se estima “que existam cerca de 3.400 clientes sem fornecimento de energia elétrica”.
A autarquia refere que entre as freguesias mais afetadas estão Vidais, União das freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Salir de Matos, A-dos-Francos, Landal, União das Freguesias de Tornada e Salir do Porto.
A Câmara nota ainda que “apesar dos múltiplos esforços e trabalho contínuo no terreno, ao longo dos últimos dias, o município sabe que o fornecimento de energia continua instável, em vários pontos do território” e frisa que, “no que diz respeito ao abastecimento de água, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) garantem que já existe abastecimento de água em todo o concelho, embora ainda se verifiquem situações pontuais de água turva em alguns locais”. Em Bairradas / Porto Moinho, na freguesia do Landal há instabilidade no fornecimento de água devido às oscilações de energia elétrica.
Relativamente aos equipamentos e espaços públicos, informa-se que o Parque D. Carlos I e as Piscinas Municipais permanecem encerradas, uma vez que não estão garantidas as condições de segurança. A Mata Rainha Dona Leonor também se encontra fechada, apesar de haver acessos não vedados. Assim, a autarquia apela à população que não circule neste e noutros locais em que exista risco de queda de árvores e ramos. Entre o Parque D. Carlos I e a Mata Rainha Dona Leonor estima-se que tenham caído cerca de duas centenas de árvores, entre as quais alguns dos maiores e mais antigos exemplares.
O município “tem estado também a acompanhar a situação na praia da Foz do Arelho,
nomeadamente, a erosão costeira, em estreita articulação com Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e as Águas do Tejo Atlântico”. Já em relação ao escoamento fluvial das linhas de água, de forma a evitar/aumentar o risco de cheias, recomenda-se que não seja cortada a vegetação das margens dos cursos de água.
“Importa salientar que todas as situações de vulnerabilidade social identificadas, até ao momento, já foram resolvidas, incluindo o realojamento temporário de cidadãos em situação de risco”.






