
Lançado pela primeira vez em finais de 2012, de forma a ser implementado e executado no ano seguinte, o primeiro Orçamento Participativo recebeu 13 propostas, das quais foram aprovadas seis, no valor de 141.590 euros.
No entanto, a grande maioria dos projectos ainda não foi executada. Três deles, a Fixação de Capital Intelectual Criativo, as acções de sensibilização ambiental e as de cidadania e responsabilidade, estão “praticamente concluídos”, informou o vereador Hugo Oliveira. Em andamento estão os projectos da Marca Praça da Fruta (que aguarda assinatura de protocolo entre a autarquia e a CoopCasa para o seu desenvolvimento), assim como o das oficinas sociais, que já se encontram abertas ao público e a funcionar no edifício Ceres.
O mais atrasado é o projecto das Hortas Urbanas. Recentemente foi aberto o concurso público de empreitada para dar início à obra. Estas ficam localizadas entre a Estrada da Foz e a zona desportiva da cidade, numa área de intervenção total de cerca de 6 mil metros quadrados, perfazendo o total de 79 talhões. As inscrições para a atribuição dos talhões continuam abertas, estando já inscritas 26 pessoas.
Em 2014 foram alteradas algumas normas de participação de forma a melhorar os procedimentos e houve, pela primeira vez a possibilidade de votar também online. Foram apresentadas 21 propostas, das quais foram aprovadas sete.
Dois dos projectos – o Pomar Urbano e a Requalificação do local do Lavadouro da Ponte da Pedra – tiveram o mesmo número de votos, pelo que a verba afecta ao Orçamento Participativo (150 mil euros), sofreu um aumento de 10%, para que estes pudessem ser executados.
Foram aprovados também os projectos Parq´ativo, Reabilitação do Parque de Recreio da EBI Santo Onofre, Fonte das Lágrimas (Matoeira), Parque Encosta e Rotunda Segura.
Todos os projectos aprovados no ano passado estão à espera do concurso público de empreitada, que será conjunto e que, segundo o vereador, será lançado ainda durante o mês de Janeiro. “Espero estar a executá-los ainda durante este semestre”, acrescentou.
Este ano foram apresentados 18 projectos, dos quais foram eleitos quatro, que compreendem um investimento de 145 mil euros, sendo o tecto do Orçamento Participativo de 150 mil euros.
Este ano votaram 335 cidadãos (dos quais 252 através da internet e 83 presencialmente), um número inferior ao do ano passado, em que 342 pessoas fizeram a sua escolha online e 102 presencialmente.
Este foi o ano em que, apesar de menos votantes, se registou o maior número de registos (525) assim como de apresentação de projectos.
Hugo Oliveira explicou que este processo de selecção tem que ser feito antes, de modo a que as propostas possam entrar com as rubricas certas no orçamento da Câmara. “Teremos que lançar mais cedo o de 2016, de modo a que isso seja possível”, disse, sugerindo que quem tiver propostas para melhorar o regulamento as envie para o e-mail do orçamento participativo.
Os projectos de 2015
“Rainhas – Bicicletas Urbanas das Caldas da Rainha”
Proponente: João Ricardo Xavier Marques
Valor: 60 mil euros
“Placas de informação turística com sinaléctica bordaliana”
Proponente: Luciano Pinto Pereira
Valor: 20 mil euros
“Caldas Acessível”
Proponente: Bruno Miguel Bernardo Santos
Valor: 32 mil euros + IVA
“Parque dos Cortiços”
Proponente: Luís Filipe Mendes Pereira
Valor: 33 mil euros
Três anos de Orçamento Participativo
Nº projectos Aprovados Votantes
2013 13 6 68
2014 21 7 444
2015 18 4 335








