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Tripulantes da marinha mercante já podem fazer a formação básica no FORMAR da Nazaré

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O polo da Nazaré do FORMAR (Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar) está creditado, desde Novembro do ano passado, para ministrar formações no âmbito da Convenção STCW (Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers). Na semana passada terminou o primeiro curso de Segurança Básica, que é obrigatório para todos quantos trabalhem na marinha mercante.
O coordenador deste polo, Rui Vaz, destaca a importância desta creditação, que possui formações necessárias para os marítimos, mas que sobretudo permite aos interessados poupar muito dinheiro, tendo em conta que tinham que se deslocar para a obter.

“Quem quiser embarcar na marinha mercante não tem dificuldade porque há muita empregabilidade, mas também há um conjunto de certificações que tem que ter”. A explicação é dada por Rui Vaz, coordenador dos polos de Peniche, Nazaré e Figueira da Foz do FORMAR, justificando a importância desta creditação, que integra, entre outros cursos, o de Segurança Básica, que é necessário a todos quantos trabalhem em embarcações de comércio ou de recreio, como é o caso dos cruzeiros.
Nesta formação, que decorreu entre 28 de Janeiro a 15 de Fevereiro, os 14 formandos participantes (12 homens e duas mulheres) tiveram quatro módulos: primeiros socorros básicos a bordo, segurança marítima, prevenção e combate a incêndios em embarcações, cada um deles composto por diversos exercícios. Por exemplo, cada participante abriu um foguete luminoso e colorido que é utilizado como sinal de socorro (very light) e participou em exercícios de salvamento que decorreram no porto da Nazaré e também no quartel dos Bombeiros Voluntários de Óbidos.
Até há pouco tempo qualquer pessoa que precisasse de tirar este curso tinha que deslocar-se a Lisboa para o fazer e gastava perto de 500 euros, explica Rui Vaz, acrescentando que agora já o pode fazer na Nazaré por 170 euros. Esta acção teve uma duração de 100 horas, mas o núcleo aguarda uma autorização para que esta passe a ter apenas 75 horas.

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Também no âmbito da Convenção STCW, estão disponíveis os cursos de Controlo de Multidões e Segurança para Segurança para Tripulantes que prestem Assistência a Passageiros, Sensibilização para Protecção, Qualificação para as Funções Específicas de Protecção a Bordo e de Actualização em Segurança Básica.
A certificação do polo da Nazaré envolveu custos na ordem dos 90 mil euros em autorizações, certificações e apetrechamento de meios. “Trata-se de uma formação que aqui fazia claramente falta”, refere Rui Vaz, acrescentando que todas as entidades locais os ajudaram ao máximo para a conseguirem obter.
Só no ano passado foram mais de 60 as pessoas que tiveram que ir para outros locais a fim de tirar o curso de Segurança Básica. Na acção que decorreu agora em Fevereiro, um dos participantes, funcionário numa empresa de Peniche, tirou férias para fazer a formação. Também já receberam um e-mail de uma jovem de Alvorninha, que actualmente está na Áustria, que quer marcar férias em Junho para vir à Nazaré fazer a formação que lhe permitirá depois embarcar nos cruzeiros, explicou Pedro Figueira, responsável do pólo da Nazaré à Gazeta das Caldas.

Formação a pescadores da Lagoa

O FORMAR tem uma rede de núcleos ao longo do país, numa tentativa de proximidade às pessoas que pretendem fazer a formação, sobretudo nas profissões do mar, como a pesca ou a marinha mercante.
Por exemplo, não há ninguém que ande no mar que não tenha passado por aquele centro profissional para tirar formação para pescador (que funciona como carteira profissional no sector). Em breve vão dar início, na Nazaré, a um curso de Marinheiro de Segunda (que é o de base para a marinha mercante), de 225 horas, que inclui a formação em Segurança Básica, de forma gratuita, para quem ainda não a tiver.
O FORMAR também faz formação, por exemplo, para os pescadores da Lagoa de Óbidos. “Já fizemos muita formação na Foz do Arelho, Vau e Bom Sucesso para que as pessoas não tenham que cá vir, assim como fazemos na Praia da Vieira para a Arte Xávega”, disse Rui Vaz, acrescentando que a formação prestada não se extingue na pesca, prestando também nas áreas do Frio e Climatização, Higiene e Segurança no Trabalho, Controlo da Qualidade Alimentar ou Transformação dos Produtos Alimentares.
Este polo faz também formação em sistemas de aprendizagem, com equivalências escolares ao 9º e 12º anos, e de Educação e Formação de Adultos, em áreas como a Higiene e Segurança no Trabalho, Segurança Alimentar, Manuseamento de Pescado, Frio e Climatização, Electromecânica. A maioria destas acções são apoiadas, normalmente com o subsídio de alimentação e de transporte, ou bolsas.
O ano passado teve um volume de formação de 446 mil horas e este ano o plano aponta para um potencial de 800 mil horas.
Há ainda a prestação de serviços, que acaba por ser uma formação à medida das necessidades das empresas que contactam este centro.
O pólo de Peniche compreende a área desde Santa Cruz (Torres Vedras) à Foz do Arelho e o da Nazaré vai da Foz até Pedrógão.

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Gazeta das Caldas
O curso de Segurança Básica envolveu várias acções práticas, algumas passadas no porto de pesca da Nazaré | D.R.
Gazeta das Caldas
A acção contou com 14 participantes | D.R.

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