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Digressões e acolhimentos na agenda do Teatro da Rainha em fevereiro

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O Teatro da Rainha, nas Caldas da Rainha, inicia fevereiro com a digressão de “Órfãos”, de Dennis Kelly, e segue com o acolhimento de “O Coração de um Pugilista”, de Lutz Hübner, numa produção do Teatro das Beiras.

A companhia residente nas Caldas da Rainha leva hoje ao Teatro Municipal de Vila Real, “Órfãos”, de Dennis Kelly, “uma peça sobre a volatilidade dos laços familiares, as fraturas sociais, a criminalidade, o aborto, os efeitos da imigração, o racismo, a tortura, a alienação da consciência moral e dos valores que a sustentam, num ambiente familiar invadido pela violência das ruas em contexto suburbano”, divulgou o Teatro da Rainha.

Com tradução e encenação de Henrique Fialho, interpretação de Fábio Costa, Inês Barros e Tiago Moreira, cenografia de José Carlos Faria e desenho de luz de Hâmbar de Sousa, a peça, agora em digressão, marca o arranque da programação de fevereiro, que prossegue depois com o acolhimento do Teatro das Beiras.

Na Sala Estúdio, nas Caldas da Rainha, receberá, no dia 14, a peça “O Coração de um Pugilista”, de Lutz Hübner, com encenação de Jorge Silva e interpretação de Victor Santos e Miguel Brás.

Nesta peça de um dos autores alemães mais representados na atualidade, “um jovem de dezasseis anos, acusado de roubo e a cumprir pena de trabalho comunitário, conhece um velho pugilista num lar de idosos”, revela o Teatro da Rainha.

Escrita a pensar num público mais jovem, “O Coração de um Pugilista” coloca em cena” dois homens de gerações diferentes que se aproximam pela condição de reclusos que cada qual vive à sua maneira”, pode ler-se na informação divulgada pela companhia.

Três dias depois, terá lugar mais uma sessão do ciclo “Diga 33 – Poesia no Teatro”, desta feita tendo como convidada a ensaísta, ficcionista, poeta e professora Susana Araújo.

Doutorada na Universidade de Sussex, no Reino Unido, é atualmente professora na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

A conversa com a autora terá início às 21:30, na Sala Estúdio, dando ao público “a oportunidade de conhecer melhor o seu trabalho, falando com a própria sobre os temas que a ocupam e partilhando poemas que sirvam de mote a uma reflexão conjunta sobre os problemas da nossa atualidade”, refere a companhia.

O Teatro da Rainha prossegue os ensaios de “A Árvore que Sangra”, uma coprodução com o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, com estreia agendada para o dia 12 de março.

A peça, que marca a estreia em Portugal do australiano Angus Cerini, tem como tema central a violência doméstica “a partir do parricídio cometido por uma mãe violentada e duas filhas abusadas”.

Segundo o encenador Fernando Mora Ramos, citado no comunicado, Cerini é “inventor na estrutura dramática e na aplicação cénica de uma fala poética. Vem da dança – e também do teatro – e introduz curiosamente no que escreve uma fortíssima dimensão narrativa, de modo indireto e convocando segundas e terceiras vozes numa vertigem narrativa rigorosa, aparentemente caótica, mas híper regulada”.

Esta produção do Teatro da Rainha contará com tradução e interpretação de Isabel Lopes, bem como de Mafalda Taveira e Marta Taveira.

*com agência Lusa

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