
“São Martinho precisava que esta casa não estivesse fechada mais tempo, que reabrisse melhorada”, explicou José Luís Fortunato. Assim, decidiu abrir com uma nova esplanada exterior, e um terraço no último piso, com vista para a baía. Para além disso, irá ser criado em Setembro um wine-bar numa antiga esplanada coberta e um museu onde irá estar uma exposição de miniaturas que contam a vida do automóvel e onde haverá um espaço de venda de produtos e lembranças da região.
Mantém-se os 11 quartos e o requinte na decoração. “Já tínhamos as quatro estrelas antes de fechar, que se mantêm”, diz o empresário, antes de destacar o papel da filha mais velha, Tânia Fortunato, e à altura gerente da casa, na obtenção da quarta estrela.
Sem revelar os valores envolvidos neste negócio, o proprietário referiu que não recorreu à banca. A abertura deste estabelecimento permitiu criar seis postos de trabalho, sendo que no Verão entra mais um ou dois funcionários e estagiários.
Esta casa foi adquirida pelo construtor civil em 2000 à família do capitão Jaime Granger Pinto que deu nome ao edifício e à rua. “Primeiro adquiri o usufruto ao filho do capitão, depois a propriedade a três herdeiros e prometi que não ia esquecer o nome do capitão e que ia fazer da casa algo que a pudesse manter valorizada e limpa, com manutenção assegurada”. Para que isso fosse possível teve de a abrir ao público, o que aconteceu cinco anos depois de a ter adquirido, decorria o ano de 2005, já depois de renovar 50% do edifício e de reconstruir o restante que já se encontrava bastante degradado.
“Quando entro aqui sinto-me realizado! Sinto que é um marco da minha presença neste mundo”, disse o empresário, responsável pela construção e decoração exterior. “Tirando estas últimas remodelações, a decoração interior é toda da autoria da minha filha”, disse.
Cada quarto tem um preço médio entre os 60 e os 100 euros e a ocupação continua a ser durante dois meses (Julho e Agosto) essencialmente portuguesa e nos restantes dez estrangeira. “Os estrangeiros gostam da calma de S. Martinho do Porto no Outono e na Primavera”, e foi nesse sentido que decidiu apostar no wine-bar.
Tendo em conta que, na sua opinião, “é muito difícil rentabilizar um hotel tão pequeno”, irá abrir no próximo ano um aparthotel de dez quartos (que o proprietário quer que tenha quatro estrelas) no edifício Duque de Loulé (1862), em S. Martinho, com um grande restaurante no rés-do-chão.









Um pequeno reparo. O autor da garagem Capristanos (Rodoviária de Caldas), inaugurada em Fevereiro de 1949 não é Ernesto Korrodi (1890-1944) mas sim seu filho Camilo Korrodi (1905-1985). Basta à Gazeta confirmar nos seus arquivos esta informação