
Desde aquele fatídico dia, encontramos “raptores” a cada esquina. Não mais os pais deixaram as crianças brincar sozinhas na rua, não deixam atravessar a eatrada sozinhas, não permitem que vão para a escola sozinhas (nem com os colegas), como eles próprios fizeram anos a fio e muitas vezes ao longo de largos quilómetros. Aumentou a superproteção com medo que “até o vento as possa levar”.
Quais as implicações de tudo isto? A falta de autonomia, independência, responsabilização, o não saber “desenrascar-se” que tanto caracterizava o povo português. Estamos a criar crianças amedrontadas, “pequeninas”, tão condicionadas a nós que se assustam face a um pequeno sobressalto. Nós não eramos assim. Não fomos criados desta forma.
É este o caminho que queremos seguir?
Bom fim de semana!
Sara Malhoa








