

Os “Segredos de Óbidos” não são mais do que a concretização da ambição de um conjunto de pessoas que, perante o cenário dantesco da diminuição de visitantes à vila, decidiram unir esforços e organizar um conjunto de iniciativas que vão desde os livros, à gastronomia, à música, ao comércio, ao teatro, à leitura, à performance ou aos serviços.
A aceitação tem sido positiva e a ambição destes empreendedores é mais vasta, admitindo a possibilidade de apresentarem uma solução semelhante a outros concelhos vizinhos. Certamente que outras localidades que vivem do turismo no Oeste estarão abertas a esta possibilidade e é através deste tipo de sinergias que se conseguem obter mais-valias mesmo em contextos tão adversos para este sector tão importante para a nossa economia.
Esta iniciativa vem provar que, mesmo com todas as restrições a que estamos sujeitos, é possível continuar a acreditar. E a desenhar soluções para os problemas. Porque todas as crises são momentos em que se criam também grandes oportunidades.

A mudança do mercado diário para a localização centenária, se é para ser levada a sério, obrigava à autarquia a apostar verdadeiramente naquela espaço tão característico da cidade das Caldas da Rainha e que merecia atenções redobradas, para além da colocação do gel, dos porteiros e das divisórias.
Se vieram cá fazer pequenas reportagens alguns canais televisivos, o mercado da fruta caldense, bem como o do peixe, merecia uma acção de marketing e de comunicação mais forte, que custaria certamente mais uns dinheiros, mas certamente mais eficiente e com mais retorno do que certos espectáculos que correram por aí, para inglês (ou local) ver, e cujo impacto nacional é pequeno.
Igualmente as condições de salubridade deviam ser atendidas (bem como deviam ter sido estudadas quando foi colocado o pavimento) para evitar a situação inestética e de discutível de salubridade que o piso ostenta.
Todavia, Zé Povinho apreciou ver que era o próprio vereador dos mercados que andava a ajudar na colocação das divisórias na noite anterior e na manhã da abertura, mas estas atitudes voluntaristas não resolvem os problemas de fundo. O prof. Pedro Raposo bem se pode queixar do pelouro que herdou, mas tem de perceber que é ele o responsável por tudo o que se está a passar, mesmo que colegialmente outras responsabilidades sejam assacadas à totalidade do elenco camarário.







