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Designer gráfico caldense dá cartas a nível nacional

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É artista plástico e um dos designers gráficos mais requisitados por entidades culturais. Pedro Falcão é caldense e nesta entrevista, por escrito, à Gazeta revisita vários projectos da sua carreira. É ele, por exemplo, o autor do logótipo do Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia (MAAT), além de ter feito a comunicação gráfica em projectos da Gulbenkian, Fundação EDP, Culturgest e Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

 

GAZETA DAS CALDAS: Quando é que percebeu que o design gráfico iria ser a sua profissão?
PEDRO FALCÃO: Desde cedo percebi que a composição visual iria ser o meu forte. Mas foi quando o Mário Feliciano me convidou para trabalhar na sua empresa, em 1995, que verifiquei a minha intensa curiosidade pelos elementos gráficos.

GC: Recorda-se dos primeiros projectos que desenvolveu?
PF: Comecei pela aprendizagem da paginação da revista SurfPortugal, na Secretonix (empresa dos irmãos Feliciano). Este foi o meu primeiro contacto com o desenvolvimento de um projecto desde a concepção até à finalização e produção.
Lembro-me de outro, no início, a Representação Oficial Portuguesa na Bienal de Arte em Veneza, com o artista Jorge Molder e o curador Delfim Sardo. Desenvolvi toda a parte de comunicação finalizando com o livro da exposição.

GC: Quais são as maiores influências para o seu trabalho?
PF: A década de 70 é a minha grande influência, na maioria das suas disciplinas, desde a arquitectura, passando pela música, arte, etc. Foi uma época de liberdade e descoberta com muita experimentação à mistura. Os autores gráficos que me chamam mais a atenção são os do Norte da Europa. Eu diria que o modernismo associado a uma certa contenção visual e funcionalidade me influencia no dia-a-dia.

GC: Para que entidades já trabalhou?
PF: Para o Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Hatje Cantz, Culturgest, Fundação de Serralves, Câmara Municipal de Lisboa, MUDE – Museu do Design e da Moda, Fidelidade Mundial, BIAL, etc.

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GC: Quais foram os produtos  que mais gostou de criar?
PF: O logótipo que mais gozo me deu fazer foi o do MAAT. Porque não só fiquei bastante satisfeito com o resultado, como tive a felicidade de ganhar o concurso.
Outro projecto que gosto bastante de fazer é a colecção de livros que estou a desenvolver com o Nuno Faria para o Centro Internacional das Artes José de Guimarães. Trata-se de uma colecção de livros onde se devem manter algumas características de forma a construirmos uma “família”, ao mesmo tempo que se pretende que cada um deles seja especial.

GC: Como foi desenvolver a identidade gráfica do MAAT?
PF: Foi um concurso por convite direccionado a uma mão cheia de ateliers nacionais. Confesso que não tinha qualquer expectativa em ganhar, simplesmente accionei a minha capacidade em resolver o problema. Confesso também que cheguei ao resultado muito rapidamente. Nem sempre é assim e talvez por isso também me sinta mais afortunado quando me selecionaram.

GC: Da sua juventude faz parte a música e o surf, muito ligados a grupos do Oeste. Guarda boas memórias dessa época, quando a A062 promovia eventos e concertos no GAT? 
PF: Claro, foram momentos de formação muito importantes para o meu crescimento como autor.

GC: Consegue conciliar as duas vertentes – música e surf – com a sua intensa actividade profissional?
PF: É difícil, acabo por me dividir por diversas áreas e a conciliação nem sempre é fácil. Para além disto há a família que também entra na equação.
O mais importante é encontrarmos um caminho que nos faça feliz. O tempo é e sempre será escasso.

GC: Há uma vertente artística relacionada com o seu trabalho? Tem realizado exposições? Se sim, onde?
PF: Sim é verdade, o meu lado criativo estende-se plasticamente. A última exposição que realizei foi organizada pela Experimenta Design em Milão, na La Triennale di Milano com o nome Still Motion, e com os designers Ian Anderson, Jonathan Barnbrook, Jorge Silva e Sagmeister & Walsh, no início de 2017.

GC: Gostaria de leccionar?
PF: Já leccionei cerca de 10 anos, já tenho a minha conta…

GC: Que relacionamento mantém com as Caldas? Vem visitar familiares e amigos?
PF: Sim, os meus pais e alguns amigos. Tenho também uma relação profissional com o Luís Brito [com quem desenvolve uma marca de pranchas de surf] ,o que me leva frequentemente às Caldas.

4MarcaSurf
Fly Black Bird é uma das suas marcas, ligadas ao surf

 

Pedro Falcão
46 anos
Casado, duas filhas

Projectos nacionais e internacionais: Vizinhança – Onde Álvaro encontra Aldo, livro da representação Oficial Portuguesa na 15.ª Exposição Internacional de Arquitectura, La Biennale de Venezia 2016; Livro Fly Black Bird – More than a Surfboard 3; Objectos Estranhos, livro para o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, com Nuno Faria.

Locais que frequenta nas Caldas: Praça da Fruta, Parque D. Carlos I, Charrua, Foz do Arelho

Passatempos: Não há tempo para passatempos.

 

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Edição #5625

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