
Numa intervenção no XX Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que decorreu o fim-de-semana passado em Santarém, Fernando Costa disse que os portugueses estão fartos de pagar impostos, seja ao governo seja às autarquias.
“Hoje, em Lisboa, e bem, milhares de pessoas manifestaram-se contra o governo. Amanhã, centenas de pessoas vão bater à porta da Câmara de Caldas por estar a levar mais pela água, pelo lixo e pelo IMI e por tantos outros impostos, e com razão”, disse o autarca, citado pela agência Lusa, o que fez com que fosse replicado em vários órgãos de comunicação social nacionais.
Fernando Costa, que termina dentro de um ano o seu último mandato como presidente e está impedido por lei de recandidatar-se, disse estar contra a fixação de mais três taxas municipais, que tinham sido sugeridas aos municípios pelo conselho directivo da ANMP.“Reprovo que se vá criar mais impostos, seja para bombeiros, seja para o ambiente. A nossa missão hoje é reduzir as taxas. As pessoas pagam muito. E nós presidentes de Câmara ou sabemos administrar uma autarquia e reduzir a despesa, caso contrário, quando entregarmos as chaves as pessoas vão bater palmas”, justificou o autarca.
O também líder da distrital do PSD de Leiria defendeu ainda a necessidade da Lei dos Compromissos, ao contrário da maioria dos seus colegas que acabaram por aprovar “revogação imediata” desta lei.
O congresso acabou com um clima de crispação por causa destas votações. Segundo a Lusa, a divisão entre socialistas e sociais-democratas tornou-se patente no momento em que foram colocadas à votação as moções apresentadas pelos dois partidos sobre a Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso (LCPA).
A proposta do PS, que pede a revogação imediata da lei, acabou por ser aprovada pela maioria dos congressistas presentes na sala (210 a favor, 98 contra e cinco abstenções), numa altura em que muitos dos autarcas participantes já tinham saído.
P.A.









Congratulo-me com o Sr.Presidente da Camara por ter tido a coragem de se manifestar ao lado dos manifestantes, afinal as classes mais desfavorecidas e necessitadas e contra as medidas do governo, onde esta incluido o seu partido.Nao podia por uma questao de coerencia e imparcialidade deixar de manifestar a minha admiracao de coragem pelo Sr.Presidente, pois nao se deve dizer so mal.Certamente subiu muito a consideracao de muitos caldenses.