

Nos últimos anos grande parte dos estabelecimentos comerciais que têm sido criados nas Caldas da Rainha, vêm de investidores de outros concelhos ou de grupos económicos nacionais já consolidados.
Não é o caso que a Gazeta das Caldas narra esta semana pois trata-se de uma empresa bem caldense, criada há 30 anos por uma dupla de cunhadas para vender tintas localmente e que depois, com a ajuda oportuna de familiares, foi ramificando a sua actuação pelos distritos de Leiria e Santarém.
E está-se a falar de um sector muito difícil, onde as grandes superfícies e os grandes operadores actuam, muitas vezes com condições mais competitivas, faltando-lhe por vezes a qualidade e proximidade do serviço ao cliente.
A Ribeiro & Marques Lda. percebeu isto e apostou na qualidade dos produtos que vende, esmerando-se na escolha dos fornecedores e depois na pesquisa e contacto com os clientes.
Actualmente a sociedade é gerida pelo casal Rogério e Fátima Marques que num futuro próximo vão passar as rédeas da empresa para o filho a quem Zé Povinho deseja as maiores felicidades e que consiga continuar a trilhar os passos seguros dos seus pais, tendo como lema o bom serviço aos clientes para os fidelizar.

A Câmara e a Assembleia Municipal têm renovadamente defendido a resolução do problema com o encerramento de alguns aviários, que segundo muitos observadores e os responsáveis autárquicos locais, estão na origem de tais bichos repelentes.
A economia local ressente-se periodicamente quando o calor aperta, com a libertação de tais bichos, que incomodam, agridem a sensibilidade, prejudicam sanitariamente as actividades relacionadas com a restauração e a hotelaria, e ninguém no país e na região com poder coercivo verdadeiro, existe para eliminar tal problema.
Há países com imensos lagos que para obviar a abundância de melgas e outros insectos aconselham aos visitantes a levarem repelentes, mas nesses casos a causa é natural e todos a compreendem.
Contudo, no caso de Óbidos, custa a crer que este assunto não possa ser resolvido em definitivo, antes que uma situação de ruptura aconteça, com a decisão de algum operador turístico ou canal ou revista especializada a denunciar o problema e a aconselhar os turistas a desviarem-se da vila medieval.
Na Assembleia Municipal de Óbidos a acusação dirige-se sempre para o líder dos projetos agropecuários, Sr. José Tibúrcio Sobreiro, que mesmo criando e mantendo vários empregos no concelho, pode estar a matar a galinha dos ovos de ouro num país dos óscares internacionais do turismo. Para mais não se percebe a atitude complacente das autoridades de planeamento regional e do governo, que mesmo não havendo licença prévia adiam as decisões definitivas, prorrogando autorizações provisórias por mais uns anos. Afinal as moscas ainda contam muito na região e no país. Malditas moscas…





