
Depois de alguns anos hibernada, eis que renasce a Confraria do Príapo com uma primeira iniciativa, mais emblemática e significativa, pela reafirmação da sua existência, do que pela sua dimensão.
De qualquer forma a iniciativa patente na Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, associando uma interessante exposição póstuma de fotografias do caldense Zica Capristano sobre símbolos fálicos e a parte do património fálico herdado pela nova direção, bem como a apresentação de um quadro de grandes dimensões da jovem pintora Cheila Peças, são uma boa forma de mostrar a nova vida da Confraria.
A introdução na exposição deste contributo artístico da jovem pintora do “Cogumelo Divino” demonstra como pode ser pegada a temática de uma forma mais erudita, que até sensibiliza os visitantes mais sensíveis.
Está de parabéns a nova direcção, encabeçada pela artista Maria Dulce Horta e formada maioritariamente por mulheres, que mostrou que com poucos meios é possível fazer algo – sem melindre – que chame a atenção do público para um potencial caldense sem igual.
Podendo o tema ser tratado de formas diversas, esta exposição tem a dignidade suficiente para não ensombrar a iniciativa e reafirmar a tradição pela qual Caldas da Rainha é mais conhecida a nível nacional e internacional.
Zé Povinho fica satisfeito e espera mais, com novas apresentações que resultem dum estudo mais profundo do fenómeno e que possa ter repercussão a nível mais alargado (nacional ou internacional).


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O Dr. Telmo Faria e o Eng. Humberto Marques tiveram uma má notícia esta semana ao saberem do acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que não dá razão à Câmara de Óbidos no litígio que mantém há mais de uma década com os proprietários do terreno onde viria a ser construído o Pingo Doce. Mas pior do que não ter a razão da Justiça do seu lado, são as consequências da decisão: a obrigação de ter de indemnizar os antigos proprietários do terreno em meio milhão de euros, acrescido de juros, o que faz subir a conta para quase 800 mil euros.
Trata-se de uma pesada derrota para os dois autarcas – um que iniciou o processo e o outro que o continuou com sucessivos recursos – sobretudo no plano político, dado que os partidos da oposição sempre defenderam uma atitude mais conciliadora do município com os proprietários do terreno em vez da insistência em recorrer aos tribunais.
Infelizmente, o ex-autarca e o actual autarca não são os únicos prejudicados neste fracasso. São-no também os obidenses pois é dinheiro público, dos cofres da autarquia, que podia ser utilizado para o conforto e bem estar das populações, que vai ser canalizado para pagar uma indemnização a mando do tribunal.
Zé Povinho até admite que o Dr. Telmo e o Eng. Humberto estivessem mal aconselhados ou que acreditassem piamente que uma decisão judicial seria melhor do que um acordo com a outra parte, mas os factos não lhes deram razão. Perderam eles e perdeu o seu município.
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