
Para concretizar este objectivo convidaram o escultor José Aurélio, que fez uma interessante e simbólica interpretação sobre o que entendeu do significado da prisão política mais tenebrosa em território continental, onde estiveram detidos cerca de dois mil e quinhentos portugueses.
No passado domingo juntaram-se naquela fortaleza algumas centenas de pessoas, ex-presos políticos, familiares, amigos e responsáveis políticos, que quiseram testemunhar o seu preito de homenagem a tantos sacrifícios sofridos por portugueses que desfiaram a ditadura na luta pela liberdade de expressão e de pensamento.
Esta cerimónia também pretendeu servir de testemunho contra o esquecimento e o branqueamento daqueles anos sombra, criando uma marca indelével, que sirva de semente redentora para o projecto da construção naquela fortaleza do Museu da Resistência, recentemente aprovado pelo governo português.
Zé Povinho, que se identifica com estes valores da Liberdade e da Fraternidade, saúda as entidades responsáveis pela iniciativa, representados simbolicamente no autarca de Peniche, António José Correia e na presidente da URAP, Marília Villaverde Cabral, bem como no escultor José Aurélio que bem soube interpretar o que foi o período negro da ditadura portuguesa.

A Dra. Ana Paula Harfouche representava uma lufada de ar fresco numa equipa que viria trazer a mudança ao CHO, ainda por cima tutelada por um jovem e dinâmico ministro da Saúde que estivera poucos meses antes, em campanha eleitoral, nas Caldas da Rainha e se mostrara sabedor da realidade local ao nível dos cuidados de saúde.
Mas não tardou muito para que a equipa liderada pela Dra. Ana Paula Harfouche se tornasse disfuncional e o Conselho de Administração uma entidade pouco coesa e incapaz de grandes rasgos.
O estilo conflituoso de “quero, posso e mando” da administradora e o desrespeito por regras elementares da Democracia e da cidadania ficou agora bem patente na arrastada história da sonegação de documentos à Gazeta das Caldas em que, até à última, procurou não cumprir as legislação sobre o acesso aos documentos administrativos. Como se não tivesse outros assuntos mais importantes para resolver!…
Não surpreende assim que existam tensões no Conselho de Administração do CHO. E também não surpreende que os problemas do hospital se arrastem sem solução à vista.





