
Na prática estiveram praticamente todos os municípios servidos pela linha do Oeste, com excepção de Alcobaça, Bombarral, Montemor-o-Velho e Pombal.
Nessa reunião houve consenso sobre a necessidade de prosseguir a electrificação da linha do Oeste a norte das Caldas da Rainha para fechar a malha e integrar este corredor na rede ferroviária nacional. Foi ainda referida a vantagem de se construir um “atalho” para Lisboa, por uma variante entre Malveira e Lisboa que passasse por Loures e que encurtaria a viagem de comboio entre o Oeste e a capital. Essa possibilidade teve, porém, a compreensível oposição de Sintra que prefere o actual traçado.
Os autarcas decidiram produzir um documento que vai ser elaborado pela Assembleia Municipal de Leiria a fim de ser aprovado pelas restantes assembleias municipais dos concelhos servidos pela linha do Oeste. Ficou ainda decidido que a próxima reunião será realizada na Marinha Grande.
A unanimidade e importância deste tema é espelhada nas comitivas autárquicas presentes na reunião de Loures, e que foi dinamizada pelo ex-presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa. Das Caldas da Rainha estiveram Pedro Marques (PSD), Vítor Fernandes ( CDU), Jaime Neto (PS), Brás Gil (CDS/PP) e Emanuel Pontes (MVC). Torres Vedras e Nazaré estiveram representadas por três elementos cada (incluindo o próprio presidente da Câmara), Figueira da Foz com quatro autarcas, Leiria com cinco e Loures com oito. Significativo que até o município de Lisboa tenha estado representado.
Marinha Grande quer comboio no aeroporto de Monte Real
A Assembleia Municipal da Marinha Grande aprovou uma moção na qual defende “a priorização do investimento na modernização da linha do Oeste”. O documento refere que não basta a simples electrificação da linha – é preciso “um sistema intermodal de toda a região centro atlântica com a capital Lisboa, a sul, e as ligações internacionais a norte, Aveiro, tendo por nuclear duas premissas: uma estação dentro do aeroporto de Monte Real (futuro aeroporto internacional do Centro); um tempo médio de trajecto entre o aeroporto de Monte Real e Lisboa não superior a uma hora”.
Também as assembleias municipais das Caldas da Rainha e de Óbidos aprovaram documentos – ambas por unanimidade – de defesa da modernização da linha do Oeste (ver Centrais e Vida Política).
O governo anunciou um plano de investimentos ferroviários de 2,7 milhões de euros a realizar até 2020 que atribui 106 milhões à linha do Oeste para a sua modernização só entre Meleças (Sintra) e Caldas da Rainha. Para o troço entre Caldas e Louriçal (a 25 Km. da Figueira da Foz) o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, não se comprometeu qualquer data para a sua electrificação.








