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Margarida Balseiro Lopes diz que o PS tem dificuldade em lidar com a Democracia

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A cabeça de lista do PSD pelo distrito de Leiria, Margarida Balseiro Lopes, aponta a dificuldade do PS em “lidar com a democracia” como a sua principal preocupação caso o partido liderado por António Costa vença as legislativas com maioria absoluta. A deputada, que visitou a Feira da Fruta no passado dia 17 de Agosto, diz que um bom resultado é o PSD ganhar as eleições, o que poderá estar ao seu alcance se fizer uma campanha pela positiva e combater a abstenção.
Para Margarida Balseiro Lopes a polémica com a elaboração das listas de Leiria é uma fase ultrapassada, destacando que todos os intervenientes mostraram disponibilidade em participar na campanha pelo PSD no distrito.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt

Os tempos que vivemos são muito perigosos porque o PS lida muito mal com a crítica e tem comportamentos que são muito pouco próprios das democracias”. As palavras são de Margarida Balseiro Lopes, cabeça de lista do PSD pelo distrito de Leiria, que encara a “dificuldade do PS em lidar com a democracia” como um dos maiores riscos para o país de uma vitória absoluta daquele nas próximas legislativas.
A líder da JSD e actual deputada na Assembleia da República considera que é importante mostrar que há uma alternativa ao governo. “Situações de nepotismo, de nomeação de familiares e de amigos, em que o cartão de militante é mais importante do que o mérito e currículo das pessoas, são situações que devemos criticar, denunciar e fazer diferente”, disse à  .
No passado sábado, 17 de Agosto, Margarida Balseiro Lopes visitou a Feira dos Frutos, juntamente com o número dois da lista, o vereador caldense e líder da distrital, Hugo Oliveira, autarcas e militantes locais. A candidata já conhecia o certame e destaca que os dirigentes social-democratas têm a preocupação de marcar presença regular nos eventos (e não só em época de eleições) para conhecerem o que se faz de melhor na região, mas também para ver as situações que não estão bem, denunciá-las, tentar corrigi-las e apresentar soluções.
O PSD encontra-se a preparar o programa eleitoral, mas entre as bandeiras para o distrito continuam problemas já antigos e que continuam por resolver, como a modernização da Linha do Oeste ou a abertura ao tráfego civil da base aérea de Monte Real. Margarida Balseiro Lopes mostra também a sua preocupação com as questões da saúde, nomeadamente no que respeita aos cuidados paliativos, em que um estudo recente revela que Leiria é o pior distrito nesta matéria, não disponibilizando actualmente nenhuma cama para esses cuidados.
O programa social-democrata estará “muito vocacionado para aquilo que é a criação de riqueza e para o apoio que deve haver para as empresas para criarem postos de trabalho”, explica Margarida Balseiro Lopes, acrescentando que também haverá uma preocupação com o ambiente, nomeadamente com a reflorestação do Pinhal de Leiria. Querem também prestar uma atenção especial aos territórios de baixa densidade populacional do norte do distrito, que foram fortemente afectados pelos incêndios de 2017 e com “situações muito pouco claras no processo de reconstrução e de incapacidade que o Estado teve em dar resposta aquelas pessoas”.

Campanha pela positiva contra a abstenção

A candidata diz que um bom resultado para o PSD é “ganhar as eleições” e acredita que tal desiderato está ao alcance do seu partido, apesar do resultado “menos positivo” que tiveram nas últimas eleições europeias. Uma das suas maiores preocupações é tentar reduzir a abstenção. “Acho que esse é o desafio, e também a nossa responsabilidade, de tentarmos fazer uma campanha pela positiva”, disse.
O processo de constituição das listas de candidatos à Assembleia da República nas eleições legislativas ficou marcado, no distrito, pelo descontentamento e demissões do presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Leiria, Rui Rocha, e dos presidentes de câmara da Batalha e de Óbidos, respectivamente, Paulo Baptista e Humberto Marques. Em causa esteve a imposição, por parte de Rui Rio, não só da cabeça de lista, mas também do terceiro candidato, Pedro Roque, e a saída de outros elementos, como o deputado Pedro Pimpão.
Margarida Balseiro Lopes diz que esta fase já foi ultrapassada e que todos estes intervenientes mostraram disponibilidade em participar na campanha pelo PSD no distrito. “Preocupa-me a falta de alternativa que possa existir se o PSD não for uma força forte como sempre foi e essa deve ser a nossa prioridade”, disse, escusando-se a comentar se Rui Rio tem condições de continuar a liderar os sociais democratas caso não vençam as próximas legislativas.

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