
Longe vão os tempos em que a produção de vinho era considerada uma actividade menor ou rotineira, apenas para abastecer os clientes habituais. Fruto do desenvolvimento de bons e estruturados projectos, o sector tem sido capaz de se reinventar, aprimorando a qualidade dos produtos, apostando no conhecimento científico aliado à experiência de quem produz e tirando partido das novas ferramentas de promoção. Não é por acaso que Portugal tem alguns dos melhores vinhos da actualidade e que, por isso, também no Oeste se produzam edições capazes de convencer o mais experiente enólogo.
Esta distinção da Adega Cooperativa da Vermelha vem confirmar o potencial vitivinícola desta região e, por essa via, validar o trabalho desenvolvido em estruturas, sobretudo cooperativas, mas também em projectos privados, ao longo dos últimos anos, recuperando terrenos que tinham outras utilizações e recorrendo a castas que, comprovadamente, têm aceitação no público. Zé Povinho só lamenta não ter sido convidado para integrar o júri do concurso, mas pode ser que ainda receba uma garrafinha pelo correio…

Infelizmente, esta não foi a única situação no passado fim-de-semana, dado que também as SAD do U. Madeira e do D. Aves fizeram falta de comparência aos respectivos compromissos, também por problemas administrativas. Como facilmente se percebe, algo vai de muito errado nas estruturas que regem o futebol, dado que não se entende como clubes e SAD sem condições para competir em termos oficiais são autorizados a inscreverem-se em competições de índole nacional.
Lamenta-se que a Federação Portuguesa de Futebol permita e, de certo modo, valide alguns comportamentos menos correctos de pessoas que, ao longo dos últimos anos, têm dado uma imagem negativa do desporto em geral. Na época passada sucederam-se as notícias sobre atrasos nos pagamentos de salários e de incumprimento de muitas SAD e clube por todo o país, havendo até a necessidade de o Sindicato dos Jogadores prestar auxílio aos atletas, muitos deles estrangeiros e a viver em situação de grande carência, sem que, aparentemente, nada tenha sido feito para salvaguardar estas situações para 2020/21.
A FPF, nas últimas décadas, tem evoluído em muitos aspectos e aumentado substancialmente o quadro de profissionais (muitos deles bem remunerados), pelo que se exige que faça melhor. Em prol dos clubes.






